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Eu sei que ando sumida. É natural que todos os blogs tenham um post "eu ando sumida, perdão", né? Eu, pelo menos, já li meu fair share deles, cada um com seus motivos. Mas bom, eu ando mesmo sumida! Gostaria de dizer que foi por causa da minha newsletter, que vingou super (não sei o que escrever naquele troço – dicas serão sempre bem-vindas), mas na verdade... O que será que foi?

E por que deixei de postar tanto no instagram? E não ter ideia do que fazer no snap?

A resposta é: juro que não sei. Estava aqui pensando, nessa manhã de domingo (hei de postar agora - sempre escrevo posts pela metade e nunca retomo, mas a vida né, gente), enquanto olhava esse link maravilhoso que a Analu compilou para a Pólen todas essas famílias felizes, nessa vida louca que é a internet, das pessoas que a gente conhece, das pessoas que viram nossas melhores amigas, das pessoas que a gente não entende como podem ter o mínimo interesse na nossa vida.

Mas aí é que está: vidas são tão interessantes, não é mesmo? A gente adora saber da vida alheia, mesmo que sejam os mistérios daquele seu colega de trabalho que não fala muito, ou daquelas pessoas que nunca vimos na vida real, mas que sabemos de todos os passos pelo Instagram. E onde é que eu me insiro nesse mundo? Por que minha vida seria de mínimo interesse para as pessoas?

Não sei responder, mas o fato é que estou no rolê das internets desde sempre, ganhando coisas maravilhosas (amigas, e não dinheiro). Mas, no último ano, resolvi falar mais sobre amenidades do que exatamente sobre mim. Meus conflitos passaram a ser só meus, e até que na chegada de 2016, eu diminuí o ritmo até mesmo do Instagram, que sempre foi minha rede social favorita. E o que aconteceu?

Sou muito do time que acha que, se compartilhar demais, estraga. Só mostro o superficial, e o que importa acaba ficando pra gente, família & amigos mesmo. Mas então olhando a vida dessas pessoas e famílias maravilhosas me deu tanta vontade de compartilhar mais: do mesmo jeito que tem pessoas que estão ali, obsessivamente torcendo contra e dando F5 para ver se você atualiza, tem um montão de gente do bem que está louco para ver o seu bem, saber como você anda, e como você está.

Então, gente! Estou bem! Tem acontecido um monte de coisa importante na minha vida, uma seguida da outra, dessas que eu não gosto muito de compartilhar. Espera dar certo, né?

Nesse meio tempo, aconteceram algumas coisas:

  • Participei do meu primeiro SPFW! Não como blogueira, mas como parte da equipe da Lenny. Estou muito feliz com meu trabalho de designer de estampas, e não acredito até hoje que está dando certo! Falei um pouco sobre isso na minha news (assina!), mas aqui vai um resumo: é uma loucura, um trabalho enorme, um chororô, um estresse de nascer mais uns 25 cabelos brancos (precisamos falar sobre meus cabelos brancos), um milhão de coisas que dá errado, para, no fim, dar certo. São oito minutos de emoções à flor da pele: meus desenhos ali, sendo desfilados, e mostrados no mundo inteiro! Mas, ao mesmo tempo, não são meus desenhos, e sim o trabalho de toda aquela equipe maravilhosa que deu o sangue junto para aquilo funcionar. Se você quiser ver o desfile, já tem no youtube! (não posso dizer o que desenhei) (mas foram várias coisas legais) (pode ter sido os peixes e o tigre)
  • Durante a SPFW, vi muita gente fazendo snap, o que me deu toda uma perspectiva de outsider. São pessoas, cercadas de pessoas, fazendo vídeos de si mesmas narrando tudo, sem ver o que os outros estão fazendo, 24h por dia. Qual o propósito? Não sei como as pessoas não esbarravam umas nas outras, de tanta gente andando por aí olhando para si mesmo falar. Se isso não é uma grande metáfora do século XXI, eu não sei o que é; mas juro que vou tentar atualizar mais, mostrando as bizarrices de Vovó, ou minha bela face, não sei.
  • Consegui fazer com que uma planta que compramos não morresse, so far, so good;
  • Marcelo está empenhadíssimo no seu projeto do mestrado, mas fico com audição de túnel sempre que ele começa a narrar coisas sobre "revisão sistêmica" "ambiente virtual de aprendizagem". Gostaria de entender mais, mas ao mesmo tempo...
  • Participei de uma seleção super legal, que tinha todas as good vibes do mundo, mas infelizmente não deu certo. Ela está na lista de coisas positivas porque já achei o máximo ter sido cogitada, o que por si só já foi a realização de um sonho.
  • Eu tenho uma sobrinha! Ela é linda!
  • Estamos com uma ultra major novidade, que será incrível, mas essa eu vou esperar dar certo para narrar todas as sagas. Mas coloquem energias de amor, por favor?
  • Fiz a unha do pé, falei com um cachorro maravilhoso na rua logo em seguida, e ele pisou no meu pé sem querer com suas patinhas gordinhas, mas acabou machucando - dois meses depois, minha unha está aqui prestes a cair :) Mas comprei um pacote de bandaids do Star Wars, all was well.
  • Não consigo ler 01 livro com sucesso, terminei de ler a trilogia dos Magicians e detestei amei, por favor alguém nesse mundo tem que ler para poder debater comigo. Não aguento mais estar sozinha.

Consegui fugir para o Ceará num feriado, e teve Beebee no mar


Acredito que esses sejam os tópicos mais importantes (hahah). No mais, sigo trabalhando intensamente, inclusive nos fins de semana, mas tá tudo dando certo. Quero muito aparecer de novo por aqui em breve, contando ótimas novidades e talvez até dando um impulso novo neste blog. Qualquer coisa, sigo tentando juntar três palavrinhas para enviar na news, umas fotinhas pra postar no instagram, e umas selfens no snap. Pode ser que eu continue aqui debaixo da minha pedra. Nunca se sabe.

De qualquer forma, até breve!

Sobre escrever todo dia por um mês (31/31!)

Então é isso! É tetra!!! Não existem palavras para descrever a sensação de finalmente ter terminado um projeto como esse. Foi intenso foi, foi bonito foi (corta a música cafona), mas também foi terrível. Na primeira semana eu escrevia todos os posts todos os dias, me forçando a pensar em alguns assuntos, e tentando e falhando sempre os comentários nos posts das amigas. Na segunda semana, o pânico: era uma obrigação terrível, não sabia mais o que fazer, odiava tudo que eu escrevia, acordava no meio da noite preocupada sem saber se tinha postado ou não.

Pensei em desistir na segunda semana, mas minhas amigas me deram força e ideias, e assim, de repente não mais que de repente, depois de duas semanas escrevendo e postando todos os dias (não consegui planejar um mísero post no começo), num sábado de madrugada consegui adiantar 7 posts. Sim, de uma só vez, faltando apenas algumas imagens aqui e ali para preencher.

A rotina é uma faca de dois legumes, pois se ao mesmo tempo traz a estabilidade, às vezes enche o saco da gente. E ter os posts programados me deram uma alegria e uma motivação para continuar; faltando tão pouco, não tinha como desistir, certo? Errado. Já pelos vinte dias, cada uma teve o seu momento de fraquejar, de odiar tudo, de querer morrer, etc. Mas sobrevivemos. Com muitos memes, listas, posts intermináveis de série, posts mais intermináveis ainda sobre livros.

A sensação é boa: consegui concluir alguma coisa nessa vida. Me propus a escrever um post por dia e foi o que fiz em 70% do tempo desse BEDA, e, como um passe de mágica, voltei também a desenhar, e voltei na mesma medida a ter ideias. Já falei aqui sobre a minha paixão de escrever ficção, e depois de tantos anos apenas vivendo de saudade, comecei a colocar alguns projetos para frente, voltar a me ligar nas ideias que tinha proposto, e deixar a mente divagar. Foi o BEDA que proporcionou isso? Ou foram as aulas que me obrigaram a desenhar? Ou foi o fato de eu sempre ter as minhas melhores ideias andando de ônibus? Não sei, quem sabe.

Eu lembro de ler, há muito tempo, o Philip Pullman falando sobre escrita, e isso me marcou desde aquela época. 
I was sure that I was going to write stories myself when I grew up. It’s important to put it like that: not “I am a writer,” but rather “I write stories.” If you put the emphasis on yourself rather than your work, you’re in danger of thinking that you’re the most important thing. But you’re not. The story is what matters, and you’re only the servant, and your job is to get it out on time and in good order. 
The most valuable thing I’ve learned about writing is to keep going, even when it’s not coming easily. You sometimes hear people talk about something called “writer’s block.” Did you ever hear a plumber talk about plumber’s block? Do doctors get doctor’s block? Of course they don’t. They work even when they don’t want to. There are times when writing is very hard, too, when you can’t think what to put next, and when staring at the empty page is miserable toil. Tough. Your job is to sit there and make things up, so do it."
Eu tinha na minha consciência a leveza de ter, sim, finalizado um projeto (quer dizer, a parte um de um projeto, mas enfim), mas ao mesmo tempo, o enorme peso de ter outras ideias e não conseguir colocar nenhuma para frente. O BEDA, de uma forma muito louca, me mostrou que sim, que dá, que é possível, e que vai ter gente que vai ler mesmo você odiando. Mesmo sendo as suas amigas, mesmo sendo pessoas desconhecidas: o importante é fazer. O resto é o resto.

Também posso falar de Neil Gaiman?
"Write the ideas down. If they are going to be stories, try and tell the stories you would like to read. Finish the things you start to write. Do it a lot and you will be a writer. The only way to do it is to do it. "
E não é que nós fizemos mesmo?

BEDA - Melhores posts aqui no Pudding (na minha opinião):



Meus favoritos das minhas amigas:


Sabe aqueles momentos em filmes e séries, em que sempre fazem discurso de formatura? É assim que estou me sentindo hoje, concluindo essa missão ao lado das minhas amigas, e aquele friozinho na barriga que sempre precede um encerramento. Consegui escrever por 31 dias. Vamos ver o que vou escrever a partir de agora!

De vez em quando eu surpreendo as pessoas
E saio por aí de cabelo solto (igual ao da Hermione)
De vez em quando, também, eu consigo completar algo que começo
Também surpreendendo as pessoas
(e a mim mesma)
(o que é muito mais importante)


Enquanto não somos velhos ainda (11/31)

Acabamos de voltar do cinema, e fomos assistir "Enquanto Somos Jovens", de um filme sobre um casal chegando na meia idade que fica amigo de um casal hispter de 25 anos. Em dado momento, o Ben Stiller olha para a esposa e diz algo como: eu gostava de ficar perto dele, porque ele me fazia sentir como um adulto de verdade, e não uma criança brincando de ser adulta.



Se o Ben Stiller olha para você e diz que é uma criança fingindo ser adulta, porque na vida real ninguém sabe mesmo o que está fazendo, como é que você deveria se sentir? Quando é que tudo que eu faço vai começar a ter algum sentido?

O filme, que parecia ser simplesmente sobre amizades não terem idade, e sobre o fato de todos sermos eternos jovens, na verdade também acaba falando muito sobre ambição. Sobre aquela eterna insatisfação da nossa geração, que acompanha o facebook e instagram dos outros e vê aquela vida perfeita, aquela grama super bem cuidada, enquanto você tá aqui de pijama duas da tarde almoçando MM's. Sim, os seus amigos estão mais uma vez na Europa. Sim, aquela pessoa que você admirava, mas que no fundo você achava que nem era tão boa assim, está naquele emprego dos sonhos. Sim, as pessoas estão cada vez mais magras, cada vez mais ricas, sem fazer nenhum esforço.

Sabe aquela pessoa que você vê no topo, e ela parece tão descontraída, tão feliz, que você sente aquele gosto amargo na boca e se pergunta por que ele consegue tudo tão fácil? Só que não é bem assim, não é verdade?

A vida não é assim. Às vezes temos dias bons, às vezes temos dias péssimos. Às vezes conseguimos pequenas vitórias, que editamos muito bem editado no pictapgo e colocamos no Instagram dizendo que foram vitórias enormes. Às vezes a gente rala muito, muito mesmo, mas finge que tá tudo fácil, tá tudo beleza. Às vezes a gente foi no restaurante tem três meses e encontra uma foto que não postou, e finge que tá super bem, indo em restaurante caro todo santo dia. Queria muito viver num mundo em que a gente não precisasse fingir o tempo todo.

Esse é você, e esse é o mundo te recebendo na vida adulta

Queria que a gente pudesse compartilhar as nossas pequenas e grandes vitórias sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Quer saber? Sábado eu estava andando na rua e achei 35 reais no chão. Achei que fosse morrer de tanta felicidade na hora de comer um sorvete e ficar repetindo: obrigada a quem perdeu esse dinheiro, sinto muito por você, estou tomando esse sorvete em sua homenagem. E tive uma crise de riso com o melhor amigo e o marido, porque eles encheram tanto o saco da atendente para dar sorvete de graça que até ela começou a rir daquela palhaçada toda, à meia noite e meia, fazendo um frio desgraçado e inesperado nesse Rio de Janeiro.

Em 2012 eu me uni ao coro que dizia que eu não quero vencer na vida. E em 2015 eu só quero viver, mesmo. 

12 Coisas que Abrilhantam o Meu Dia

A Amandinha inventou essa lista deliciosa, que a Analu postou um dia desses e eu, que estou devendo um monte de posts por aqui, resolvi aproveitar e postar. A verdade é que minha lista poderia ter sido resumida em um item, Dindi Hangnel-chon, mas me esforcei para pensar em outros 11 motivos que transformam um dia sem graça num dia incrível.

Dindi the boston comendo côco e abrilhantando o seu próprio dia


1. Dindi
Não tem como ela não ser o primeiro lugar: a ideia de chegar em casa e ter Dindi me esperando no sofá faz com que toda a minha rotina caminhe, que o sábado chegue mais cedo, e que todas as noites tenham um outro sabor. Amo essa cachorra!

2. Não precisar ir pro salão
Eu odeio ir ao salão, mas adoro estar arrumada, então ao mesmo tempo que meu estômago se contorce e as lágrimas rolam ao pensar que sábado terei que passar o dia inteiro refém daquela sala sem 3G cheia de revistas Caras e barulho de secador, ele também se enche de borboletas de felicidade ao olhar para as minhas mãos e perceber que elas estão feitas. Estão lindas. Não preciso ir pro salão. A vida é boa.

3. Queijo prato no café
Já falei aqui, já fui julgada, mas existe algo de simples e reconfortante em colocar queijo (prato) no capuccino, e pensar naquele pão com manteiga acompanhando, enfim. A vida é boa, e quando o dia começa com café e queijo, ela fica melhor ainda.

4. Estar passando um filme que eu amo na tv e eu conseguir assistir do começo
Eu tenho alguns dvds dos meus filmes favoritos, mas existe um sabor todo especial em estar deitada passeando pelos canais e pegar Moulin Rouge passando do começo. O filme tem mais graça, a vida tem mais brilho, e sim, eu poderia me levantar e colocar o dvd para assistir, mas esse tipo de decisão exige muito mais do que as vezes nosso ânimo permite.

5. Estar com sapatos bonitos
Quando saio com minhas sapatilhas de glitter pareço ouvir dentro de mim uma versão alternativa dessa música, que fala algo como: que sapato sensacional, olha os detalhes do sapato! Que combinação de glitter, que brilho celestial!

6. Vento de tarde
Fortaleza é uma cidade agraciada pelo clima, nunca quente demais, mas na segunda metade do ano nós temos um vento maravilhoso que varre o meu quarto e afaga a minha vida. Tem cheiro de adolescência, é a temperatura ideal, bagunça todos os meus desenhos e sempre me traz lembranças maravilhosas. Me dá vontade logo de estar na varanda da casa de praia, lendo, mas a verdade é que só de estar em casa deitada na cama sentindo o vento já deixa o meu dia maravilhoso.

7. Não saber o que quero comer, me deparar com o meu desejo mais obscuro e achar que nunca fui feliz em toda a minha vida
É assim: estou com fome, mas não sei o que quero. Sushi não parece bom, nem pizza, não quero cozinhar, estou com preguiça, o mercado é longe. MB me oferece mil coisas, e nada parece bom. Até que, vencida pelo cansaço, acompanho ele até a lanchonete, bato o olho naquele cachorro-quente embrulhado em papel alumínio, e pronto: os sinos tocam, os golfinhos se agitam na água, e eu fico tão feliz que quase choro. Posso ter comido cachorro-quente semana passada, mas hoje e só hoje, ele está com o gosto dos deuses. Essa situação não é freqüente, mas a sensação da frustração combinada com a alegria de encontrar A Comida Das Comidas é tão reconfortante que… Abrilhanta meu dia. Muito.

8. Quando MB me traz docinhos
Simplesmente <3 p="">

9. Quando várias pessoas curtem algum desenho meu no tumblr ou tiro uma foto linda que tem muitas curtidas no instagram
Meu tumblr é tão abandonado e eu demoro tanto a atualizar que tudo vai bem quando vejo que alguma ilustração que eu coloquei conseguiu sair do limbo das no-máximo-cinco-curtidas. Ao mesmo tempo, tem vezes que tiro uma foto que acho super legal e que não alcança o sucesso que eu imaginei, enquanto já aconteceu de eu colocar uma foto absurdamente nada a ver que faz o maior sucesso no Instagram. Vai entender.

10. Água de côco
Moro em Fortaleza e tomo água de coco numa freqüência bem menor do que eu considero justa, e sempre que tomo me pergunto:  por que insisto em tomar outras coisas que não água de côco? Dindi me entende, porque se tem uma coisa que abrilhanta o dia dela é poder comer as carninhas que sobram.

11. Lençóis limpos e cama feita
Especialmente quando é a cama do MB, que tem todo um cheiro especial. Não resisto ao cheirinho de amaciaste, e só de encostar num lençol fofinho não me resta alternativa senã- zzzz

12. Livros viciantes
Eu adoro ler livros novos, mas as vezes eles demoram para pegar no tranco, e passo um tempo postergando a vida, mas nada me deixa mais feliz do que estar viciada numa história. E não me agüentar para chegar em casa e ler, e deitar cedo para ler, e acordar tarde e continuar lendo até a barriga roncar de fome. É muito bom, e no mundo ideal eu acordaria mais cedo todos os dias para ter o prazer de me doar algumas páginas todos os dias. Tenho certeza que trabalharia muito mais feliz! Se bem que, ao mesmo tempo, dormir também é tão bom...


O Diabo Veste Cropped

Verdade seja dita: eu sempre achei a moda cropped muito charmosa. Bom, obviamente que há algum tempo, a idéia de voltar a sair por aí de barriga de fora era meio absurda, mas sempre vi um toque até elegante no tal estômago aparecendo, uma coisa meio provocativa pero no mucho, meio pin-up. Aí, como a nossa querida Miranda já nos ensinou, começa a popularizar, e quando a gente menos vê, ela virou um monstro.

Ontem tive o desprazer de ir no shopping e perceber que a moda cropped é o novo cosplay de Beetlejuice. E é uma tendência tão fácil de ser absorvida que, tal nosso amiguinho listrado, já se popularizou e está em todas as vitrines, e o pior, emoldurando o bucho de centenas de colegas por aí. O problema é que, ao contrário da famigerada zebra que no máximo era meio ridícula, o cropped pode passar de um detalhe sensual e interessante a algo que te faça querer sair correndo para as colinas.

Então.
Boa parte da popularização segue a falsa ideia, que eu mesma já divulguei, que as costelas sempre estão magras. Falo por mim e por minhas amigas, e é verdade: embora lá debaixo do umbigo estejam vestígios do último brownie com sorvete, ali em cima (embora mais recheada em épocas fartas) nunca chega a ficar feio. Mas o bom senso mandou lembranças na hora de escolher o look cropped para ir bater perna numa segunda-feira no shopping. E assim, não vou me adentrar num post "Como Usar Top Cropped", porque a blogosfera está cheia deles, hehe, mas vamos lá falar de alguns pecados que me deparei nessa análise antropológica que foi a praça de alimentação ontem.

Primeiro pecado:
Top cropped + mini saia/minishort

Toda a graça do cropped consiste em mostrar apenas um filete de barriga, um vislumbre de pele. E para isso, necessariamente, a pessoa precisa usar algo de cintura alta, e de preferência não muito curto, para não ficar feio. Não vou dizer para não ficar vulgar, porque o corpo é meu e se eu quiser sair do jeito que eu quero tudo bem, contanto que eu esteja bem, e pelo amor de Cristo, você não está bem de top cropped e micro saia. 

Segundo pecado:
O Umbigo

Top cropped não mostra umbigo. Esse é tipo o arroz com feijão do cropped, o cropped for dummies: umbigo deve ser vetado, tirando raras exceções de barriga maravilhosa e obcecada, aka #geracaopugliesi, gente, não. Não. O pior é que sempre que a pessoa mostra o umbigo, ela geralmente se confunde no conceito e acaba colocando um short que era pra ser cintura alta e não é, criando tipo um olho gordinho no meio da barriga. Lembra os anos 2000, quando todo mundo usava calça baixa e umbigo de fora, que Britney era rainha? Pois é, mas não é o caso agora.

Terceiro pecado:
Achar que todo sutiã é um top cropped.

Sim, também vi isso. Socorro. Hahaha. 

Lily Colins musa

Não consigo encontrar de onde veio essa imagem originalmente :(
Mas ela não está maravilhosa?


Agora, voltando ao texto:

E olha, não é uma questão de peso, não é uma questão de corpo, é uma questão de saber como fazer a tendência funcionar a seu favor, e não contra você. Porque eu ainda acredito que essa moda é linda e pode ser usada por todo mundo, mas se usada com BOM SENSO. E fica linda. Em baixinha, alta, gordinha, magérrima, fitness, meninas quadradas, meninas redondas, meninas do bundão. É só pesquisar um pouco até se sentir bem, testar as modelagens que mais funcionam, e… Viver. E se você não gostar, não usa, gente, fim da história. Daqui a alguns meses te garanto que vai aparecer outra moda maravilhosa, e todas essas croppeds ficarão guardadas na memória, do lado das calças do beetlejuice e sneakers de salto (que ainda tenho e uso para ir pra shows, tudo bem? Obrigada).





Sobre dia dos namorados, antigos amores e O Hobbit

Ou Eu e o Orlando Bloom, uma história de amor

Eu não comemoro o dia dos namorados com o Marcelo, porque todas as datas comemorativas ficavam concentradas na primeira metade do ano, e de julho em diante ficávamos mais ricos (bom), mas sem ganhar nenhum presente (ruim) até a volta do Natal. Era dívida atrás de dívida entre aniversários, aniversário de namoro e o fatídico dia dos namorados - data que ele nunca gostou, por se tratar obviamente de um feriado capitalista e sem fundamento, mas que eu sempre defendi com unhas e dentes. Porque tinha passado todos os meus longuíssimos 16 anos sozinha nessa data fatídica, e jamais iria aceitar ter um namorado e ter como programação do dia 12 de junho comer brigadeiro (sozinha), assistir filme de comédia romântica (de preferência, Notting Hill) (sozinha) e ir dormir achando que minha vida não tinha lá muito sentido.

Mas depois de muita discussão, ele finalmente me convenceu a abolir essa data do nosso calendário, e colocá-la confortavelmente no fim de Setembro.

Ontem, no dia dos namorados para todo mundo menos para mim, eu estava no trabalho quando me deparei com o novo trailer do Hobbit. Assisti sentindo aquele friozinho na espinha que a gente só sente quando está chorando de vontade de ver um filme que nunca estréia (ou que você sabe que só estréia em Dezembro, mas mesmo assim sofre, por motivos desconhecidos). E foi aí que, em 0:38, meu coração disparou em palpitações.


Porque lá estava o primeiro meu amor.

Vamos lá, todo mundo aos 13 anos tem namorados fictícios, mas minha relação com o Orlando Bloom durou anos da mais pura devoção, mescladas com o mais sincero dos sofrimentos. Juro que não sei o que foi: estava lendo o Senhor dos Anéis, com meus 11 anos, e me apaixonei pelo personagem do Legolas. Perdia tempos da minha vida me balançando na rede, lendo e imaginando aquela pessoa incrível, um elfo, ora vejam só, e fazendo todo um planejamento de como ele deveria ser. Olhos azuis, cabelos loiros, magro, alto… Lindo. Perdia horas e mais horas imaginando a sua voz e como seriam as suas maçãs do rosto, por exemplo.

Até que um dia estava na casa da minha prima e vimos o trailer da Sociedade do Anel. E lá estava ele. Começamos, como duas boas adolescentes, a fazer pesquisas obsessivas. Lembro de estar na casa dela assistindo os extras (isso foi antes de ver o filme? Como pode? Não lembro direito), e de repente o elfo se desfez diante de mim. E detrás daquela peruca incrível loira, e das lentes azuis, estava um cabelo cacheado moicano. Fazendo bungee-jump. Com tatuagem de sol na barriga. Era, como vocês já sabem, o Orlando Bloom.

- minhas fotos favoritas da época -


Como toda boa adolescente, eu tinha centenas de fotos dele, de todos os ângulos possíveis, separadas por pastas (ex: Coleção de Gravatas, caretinhas - juro). Sabia de cor a sua altura, data de nascimento, nome da mãe, da irmã, onde tinha estudado, o que tinha feito. Lembro de chegar para meu pai e pedir pra ele baixar um cd do Bob Dylan, porque era seu preferido, e eu queria que fosse o meu também. Assisti todos os filmes em que participou, mesmo Falcão Negro em Perigo, onde ele só fazia uma ponta. Quando lançou Piratas do Caribe, eu já estava perdidamente apaixonada, faltei desmaiar quando fui pega de surpresa vendo o trailer no meio do cinema, me arrepiei até o último fio de cabelo quando Will Turner surgiu pela primeira vez. Fiquei acordada de madrugada na tentativa de cadastrar um fotolog (aff), e ainda fiz dois: Will Turner e Miss Turner. Entrei para fã clubes.

Mas ah, se fosse só isso. O problema é que eu era uma adolescente solitária e com uma imaginação além do normal, então fantasiava com ligações de telefone, viagens que ele faria para me encontrar, fazendo feira com ele no mercantil (?), ele me buscando no colégio - todo esse tipo de coisa provável e realista. Nossos 13 anos de diferença de idade não significavam nada, e ele podia muito bem ficar amigo do meu irmão. Escrevia páginas e páginas do meu diário declarações de amor para ele, poesias, e todo esse tipo de coisa que parece doentio, mas que  na época parecia super saudável. Eu recebia convites de aniversários endereçados como Gabriela Bloom. Sim, isso aí. E o dia fatídico, o auge do meu amor, quando estava indo para o colégio e fui surpreendida por um outdoor do filme Tróia, bem na frente do portão de entrada. Tão lindo ele, me fazendo surpresas! Chorei (?) quando foram tirar o outdoor, e pedi tanto que o moço acabou tendo o trabalho de recortar a cabeça dele e me entregar. Fui pra casa com um papelão de uma réplica gigantesca do Orlando Bloom debaixo do braço.

A coisa enfeiou quando ele começou a namorar a minha nêmesis, Kate Bosworth. Chorei por dias seguidos e imaginei todos os tipos de desaforo que iria dizer quando tivesse a oportunidade, e depois daí nossa relação nunca mais foi a mesma. Começaram a surgir paquerinhas reais e o amor que eu sentia, agora doído por ele ter me trocado sem mais nem menos por uma loira qualquer, acabou diminuindo. No dia que meu paquera máximo da época me chamou para ver Cruzada no cinema, hesitei por alguns milésimos de segundo (mas vou ver o Orli! Com outro! Meu Deus!), e soube que tínhamos realmente terminado quando fiquei com o menino em questão e sequer prestei atenção no filme. Quase pude ver os olhos dele me reprovando, saindo da tela. Eu estava curada da minha ridícula obsessão por amor.

Anos se passaram e Orlando e eu nunca mais tivemos contato, mas o carinho se mantém. Amei vê-lo em Elizabethtown, me irritei um pouco com a falta de papeis que ele (não) assumiu nesses últimos anos (preguiçoso! Sempre soube), e quis ficar com raiva da Miranda Kerr, mas não deu. Ela é perfeita. Ficou mais linda ainda grávida, e meu coração se encheu de felicidade ao vê-lo, pai, orgulhoso, rindo à toa. Ele tinha encontrado a sua metade, e tudo bem, porque eu também acabei encontrando a minha.

- morro por essa foto da direita -

E no dia dos namorados, assistindo o trailer do Hobbit (que, a nível de nerdeza, o Legolas sequer é citado. O pai dele, Thranduil, é um ponto importante da história, mas ele não aparece. Sei disso porque, obviamente, li com o coração na mão tentando encontrá-lo nos elfos anônimos que cruzavam a Floresta das Trevas), vivi tudo isso de novo. E sorri ao pensar como adolescente é um bicho surreal.

Mas aí era dia dos namorados, paratodomundomenosparamim, e eu assisti o Espetacular Homem-Aranha (pelo menos tinha um personagem do Notting Hill! Spike, amor verdadeiro, amor eterno!), comi um sushi básico e me refastelei no ombro do Marcelo, sentindo o seu perfume (que coincidentemente tem o meu antigo amor como garoto propaganda) e agradecendo por um dia tão bom.

E depois eu fui malhar, porque hoje era dia.


PS.: reli a Sociedade do Anel e não senti nem um pouco o frisson que a mini Pudding de 11 anos sentiu pelo Legolas. Meu amor verdadeiro literário continua sendo o Fred Weasley, e esse eu nunca superei.

Se meu óculos não fosse meio ridículo



Se não fossem minhas cartas para o meu passado ou o meu futuro, que eu pensei que seria muito mais excitante, não fossem os desenhos de mutante, não seria eu. Se não fosse faltar todas as aulas de educação física, ou se eu tivesse o cabelo mais comprido, se meu óculos não fosse meio ridículo, não seria eu. Se o fato é que eu vivo no mundo da imaginação e eu não quero ser igual (mas não me trate mal, eu não sei o que você tem contra mim). Você pode rir da minha calça curta no meio do shopping mas aí que um dia eu decidi fazer moda e tudo bem se eu fosse assim.

Se não fossem os meus trinta espirros seguidos, e os meus rabiscos e desenhos infinitos em todos os papéis, e não fossem as melhores amizades que do tempo se tornaram infiéis.

Se não fosse o Tatau, sendo a pessoa mais incrível que eu já conheci, se não fosse o Garfield, e os meus diários, e a minha naninha, e o mesmo quarto e os meus tios me paparicando na minha avó, se não fosse a psiquiatria e a psicologia e a biologia e o livro na gaveta e os bufadores de chifre enrugado se não fosse a obsessão pelo passado e a minha certeza que algo de incrível ainda vai acontecer,

não seria eu.


Esse é o meme “Capitão Gancho”, inspirado na música de mesmo nome, da querida da Clarice Falcão. Quem inventou foi a Analu, mas quem me indicou foi a Anna. Eu indico a Deborah (sem vídeo, dessa vez!), a Cacá, a Loren, a Alê e a Tany :)

# TGIF



Durante um extenso período da minha vida eu olhei com um certo desprezo para aquelas pessoas que passavam a vida inteira clamando pelo fim de semana. A verdade era que eu, uma estudante, levava uma vida mole e divertida (que na época, naturalmente, me parecia árdua e freqüentemente injusta). Veja bem, passava a semana na escola, sim, mas com minhas amigas, ficando até mais tarde para ver o treino dos meninos do vôlei, conversando por papel, rindo, e fazendo coisas sem sentido que toda adolescente faz. Aí entrei na faculdade, federal, e passei a controlar meus finais de semana e feriado espontâneos no meio da semana.

Dias de chuva viraram feriados para mim, que simplesmente me recusava a perder uma hora dentro de um ônibus (fora o tempo da espera) para chegar no Campus do Pici e dar de cara com uma sala vazia porque o professor teve a mesma idéia que eu - de ficar em casa, alugar um filme, fazer brigadeiro de panela e comer sem culpa. Não me orgulho de dizer que minhas faltas eram freqüentes, mas eram. Não me arrependo.

Até que, um dia, dei por mim e tinha virado adulta, pagando impostos. E minha vida de adulta transformou os raros dias úteis em casa em dias de resolver coisas e ir ao banco, minhas noites antes tão produtivas em momentos para cozinhar e preparar meu almoço do dia seguinte, e o dia-a-dia trabalhador uma tarefa tão maçante quanto eu sempre desconfiei que fosse quando era mais nova.

E foi nesse momento que comecei a marcar as datas dos feriados do ano inteiro no calendário, e literalmente contar os dias para a sua chegada. Não é que eu não goste de trabalhar, o contrário disso, mas é que há um gosto tão delicioso em saber que um dia a mais de folga se aproxima, um dia de folga maravilhoso que você nem ninguém vai trabalhar, e que mesmo assim você vai receber o seu dinheiro, e são mais 24h para descansar e respirar e viver.

Eu gostaria de voltar com o meu discurso tão bem ensaiado que todos os dias são importantes, são lindos e recheados de amor, que as terças conseguem ser especiais. Elas até conseguem, mas não invalidam a maravilha que é uma sexta. Uma sexta. A precursora dos dois dias mais lindos da semana, praticamente feriados fixos, cheios de amor e luz estrela e luar. Porque os sábados são corridos, passam voando, e a gente tem salão para ir, tem coisas para comprar, e finalmente pode acordar tarde e vegetar, se quiser. E os domingos passam felizmente se arrastando, com brigadeiro de panela (para quem pode). Porque as segundas são insuportáveis, mas pelo menos tem reprise de Guerra dos Tronos. As terças são um saco, porque além de tudo, Marcelo Bernardo dá aulas a noite e não vem para cá. As quartas começam com uma disposição mais feliz,  o meio da semana chegou! Amanhã já é quinta! E vem a quinta, com aquele estigma de dia abençoado só por ser o mais pertinho da… Sexta.

Graças a Deus que hoje é sexta.

(e melhor ainda, graças a Deus que quinta que vem é feriado!)
(e não obstante, em junho vamos ter DOIS feriados por causa da Copa das Confederações! De repente, sou grata ao futebol)

(e em julho eu entro de férias!)

A Problemática do Peixe

Ilustração de Charley Harper
Eu sou a pessoa mais alérgica que eu conheço. E isso parece pouco, mas eu sou a pessoa mais alérgica que minha alergologista conhece também. E olha que ela atende muita gente. As banais eu sempre tive: poeira e ácaros, passando por mofo. A mínima exposição perto de uma pluma com mofo já faz com que meu nariz inche, meus olhos ardam e minha garganta coce, e, quando em crise, lá vem a asma. Picada de mosquito coça durante uma semana. Passei todos os anos da minha vida convivendo com isso, mas depois de velha, comecei a desenvolver umas alergias ainda mais estranhas. Calor me dá alergia atrás das pernas (?), e olha só, mussarela de búfala me dá falta de ar.

Eu sempre tive esse medo, esse pressentimento me rondando como uma nuvem: a alergia à frutos do mar. Porque, veja bem, eu sou nascida e criada em Fortaleza, na beira da praia, e aqui é mais comum comer camarão do que, por exemplo, carne de porco. E cara, eu amo camarão. Minha mãe faz uma receita simplérrima de camarão com um molho meio rosé que me faz chorar de tão bom. E um dia, fiz um risoto de camarão que faltei chorar. E não tão frequente, mas também uma realidade, as lagostas que meu pai prepara. Tão perfumadas, nada borrachudas, imersas num molho de queijo, com muita salsinha por cima, gratinados no forno. Ah.

Até que um dia eu descobri que tinha virado alérgica a camarão.
Meu mundo caiu.

Desde então, para poupar minha dor, evitamos sempre restaurantes típicos daqui, especializados em frutos do mar, porque eu não gosto de peixe. Aliás, eu gosto, mas de peixes muito específicos, daqueles que não tem gosto forte de peixe. Pode parecer loucura (até porque um peixe não pode ter outro gosto senão de... peixe), mas eu vou explicar: gosto de sentir o gosto do limão, do tempero, do vinho, do grelhado, do assadinho, mas não do gosto forte de mar. E é muito difícil achar um peixe assim, à toa. Muito mesmo. Então é melhor ficar nas massas, nos filés, e nos sushis (porque eu acho que sushi não tem gosto de peixe, tem gosto de sushi) (não me julguem).

Viajei com Marcelo Bernardo na Semana Santa, e fomos para a praia. Chegando na praia, não tive escolhas senão comer... peixe. Porque é absurdamente incoerente pedir carne, ou FRANGO, na beira do mar. Não vendo aqueles pescadores trazendo seus peixes gigantes nas jangadas. Não.

Só que na hora de pedir, meu coração se contorcia de dor ao olhar o cardápio. Pois, lembrando, eu amo, amo muito!, camarão. E sempre me deparava com as seguintes opções:





Tudo bem, esse cardápio é de um restaurante de Fortaleza, numa realidade completamente diferente de um restaurantezinho no litoral, mas dá pra entender. E aí vinha o peixe: peixe grelhado, peixe com alcaparras, peixada. Quando o lugar é muito, muito criativo, rola um peixe a delícia com bananas, ou um peixe com molho de camarão (ou seja).

Não estou brincando, olhem só a seção de peixes do mesmo lugar, que é um restaurante especializado em frutos do mar:



Eu vivo num mundo em que um peixe não pode ver um molho mais elaborado, senão entra em combustão? Em que é impossível empanar, flambar ou gratinar um sirigado? Ou os pescadores também estão cultivando um campo de alcaparras, e só vendem o pacote? Quão difícil pode ser imaginar um molho para um peixe que não seja de camarão, ou então a bom e velho caldo da peixada?

Eu, como uma impossibilitada de comer camarões e suas respectivas receitas cheias de criatividade, sou obrigada a me contentar com um peixinho grelhado com arroz branco. Todos os dias da semana santa, oscilando apenas entre a presença das alcaparras ou não. E muitíssimo chateada ao ver outros pratos que fariam minhas papilas gustativas dispararem, o Ratatuille soltar fogos. Porque não é que um peixe grelhado com alcaparras seja ruim, longe disso (especialmente se ele for bem temperado), mas é que ele seria tão melhor flambado. Empanado com coco. Servido num molho com queijo. Gratinado! Acompanhado de um risoto!

Vamos dar um tempinho pras alcaparras!
É pedir muito?



PS.: Fica aqui minha indignação pelo Murano Grill, que além de ter tirado o meu peito de peru (amor verdadeiro, amor eterno), também tirou o peixe mais criativo que já comi: com molho de frutas da estação e arroz negro! Murano, por que você faz isso comigo?!

Rio: Petrópolis

Tudo bem, fui pro Rio em janeiro. Tudo bem, já estamos no fim de Março (!) (o que acontece com esse ano?!). Mas ainda tenho desenhos e fotos guardadas que preciso compartilhar. Então tudo bem, né? Vocês entendem? Se for pra todo mundo se sentir melhor, vamos fingir que eu fui pro Rio, sei lá, fim de semana passado, pode ser?

Meu avô tem um sítio na estrada voltando de Petrópolis, e não guardo nenhuma memória de lá. Quando tinha nove meses fomos todos ao Rio, comemorar seu aniversário de 60 anos, que consistia basicamente nele comandando a churrasqueira do sítio para todos os parentes. Meu avô é cearense, mas morou tempo no Rio o suficiente para pegar todo o sotaque do mundo. Meu pai é carioca e voltou pra cá. Eu sou cearense e quero sempre voltar pra lá também, mas espero sempre chiar menos. A vida tem dessas coisas. A única coisa que lembro do sítio são histórias, como: os cachorros que roubavam as galinhas dos vizinhos e traziam os pés das coitadas pra dentro de casa. O bode. O bode! Meu avô tinha um bode, e o nome dele era Cheiroso.

Nessa viagem ao Rio, meu pai propôs de alugarmos um carro e irmos até o sítio, que está razoavelmente abandonado há uns 15 anos. Pois é, meu avô voltou para Fortaleza, e o sítio ficou lá, e a churrasqueira vazia, criando plantas. Em parte queríamos ir pelo passeio, mas principalmente para ver o que havia sido deixado para trás e, sim, saquear o sítio abandonado. Meu pai havia pintado alguns quadros quando novo, tudo arte moderna, mas embora tivesse começando a ser reconhecido, não levou muito a sério. Um dos quadros tinha a promessa de estar lá, assim como outros objetos que ele conta, como um casco de tartaruga que ele achou na praia e levou como bagagem de mão de Fortaleza pro Rio. Um dia antes de irmos eu torci o meu pé (essa história mais uma vez), mas meu pai insistiu que todo mundo fosse, e pulando que nem um saci eu fui. Voltar ao sítio. Levar o Marcelo para conhecer Petrópolis.

A entrada era a mesma coisa que o papai sempre lembrou, e não foi difícil de achar. E lá estava o sítio, incrivelmente verde por fora, mas sim, com aparência de abandonado. Não pude entrar na casa para ver (não aguento andar aos pulinhos, e ninguém aguenta me carregar), então me sentei num banco, ao lado da churrasqueira. A Churrasqueira do Vovô.

De dentro de casa, só conseguimos saquear uma xícara e um vaso, tudo mais já tinha ido embora. Até o quadro moderno assinado por um tal de Neco, o casco de tartaruga e, claro, o bode Cheiroso. Mas o verde ainda estava lá, a piscina (seca) também, e a churrasqueira cheia de plantinhas, que na minha imaginação parecia o lugar perfeito para seres pequeninos e mágicos se esconderem. Sim, isso foi clichê, mas me desculpe, não pude deixar de imaginar a Arriety correndo por ali.



Em Petrópolis meu pai não conhecia direito tudo, então passeamos de carro ao redor das casas antigas e dos canais. Tínhamos a intenção de ir aos museus, mas o pé não quis ajudar e o Marcelo não quis ir sozinho. Ficam só as fotos do dia mesmo.






Uma semana depois de termos voltado, as chuvas mais uma vez atingiram a região serrana do Rio, inclusive na região do Xerém (que é onde está o sítio). Sou incapaz de acreditar em desculpas que a sirene não foi ouvida, num problema que acontece uma vez por ano. As alamedas entre os canais que passamos de carro foram inundadas, e sim, pessoas perderam casas. Não consigo entender como ninguém toma absolutamente nenhuma providência.

Só espero que, da próxima vez que formos ao sítio, o seu portão continue lá, da mesma forma que sempre esteve.


Com churrasqueira e tudo.

É doce morrer no mar


Às vezes a gente precisa de alguém que olhe para nós e nos diga o que estamos fazendo de errado. Às vezes precisamos somente ler alguém escrevendo para si, num assunto tão íntimo que de repente nos toma e percebemos como nos atinge também.

Sim, porque no dia-a-dia, na rotina absurda que nos carrega, naqueles dias que não sobra nem tempo para respirar, sequer lembramos onde estamos. O que vivemos. O que há lá fora. Chegar no escritório de manhã e entrar naquela caixa sem janelas, com a luz branca, simulando um dia perfeito após o outro. O olhar que trocamos quando ouvimos aquele barulho ao fundo - isso é chuva? Está chovendo? Impossível saber. Estamos sempre isolados em casa, cada um no seu quarto, no seu computador, no seu carro indo ao trabalho, na sua mesa no escritório, no seu setor. Enquanto isso, há tanta coisa lá fora.

É nesses momentos que fujo para o banheiro, encosto a cabeça na parede, deixo o ar (sem ser refrigerado) me envolver um pouco. Pela janelinha, consigo ver o céu. E as poucas nuvens de Fortaleza, a brisa suave que vem do litoral, que chega até mesmo nos bairros mais distantes. E chega dentro de você. E te diz: sim, há isso tudo lá fora.

Às vezes a agonia é tão grande que precisamos sair, nem que seja para ir na padaria da esquina encomendar uma tapioca ou meia dúzia de pães de queijo. Porque esticar as pernas e sentir o vento me faz sentir viva, e posso até reclamar, mas sou absolutamente apaixonada pelo pequeno fragmento de percurso da parada do ônibus até a minha casa, em que o vento me abraça, me envolve, assanha (ainda mais) os meus cabelos. É rápido e passa logo, e mesmo de noite, consigo me sentir. Estou vivendo. Estou aqui. Estou sendo.

Um dia já inspirei o ar puro das montanhas, e se me concentrar muito, muito mesmo, quase prendendo a respiração, consigo sentí-lo. O ar doce, leve, fresco. O cheiro da natureza, a umidade. Mas isso é fácil. É fácil estar sentada no escritório e dizer: ah, que saudades de viajar. E tendo o universo ao seu redor, você se torna cega.

Sim, porque há meses não vejo o mar. Quer dizer, impossível ficar sem vê-lo, pois o oceano sempre dá um jeito de aparecer nos percursos que faço, pequenas réstias de azul, vislumbres nos táxis do Rio de Janeiro. Mas moro em Fortaleza e não vejo o mar. Há meses. Há meses não sinto a areia nos meus dedos, não sinto a água, não sinto a maresia embaraçando os meus cabelos. Não respiro fundo e sinto o sal, o sol, o sundown, aquele cheiro de peixe e mar. Estar debaixo d'água. Sentir a pele ficando ainda mais dourada, o corpo mais bonito só pelo toque extra de cor. Sequer tenho a marca do biquíni.

Apenas fico aqui, trabalhando, conversando online porque minhas amigas estão espalhadas pelo mundo, rindo também, e me divertindo, claro, e postergando sempre aquela vontade de voltar. É que chega o sábado e tem tanta coisa pra fazer. E chega o domingo, e vai ter tanta coisa pra fazer na semana seguinte, quero descansar. Estou sempre deixando o verão para mais tarde.

E sentindo, sempre, que um dia será minha hora de voltar.

"Talvez eu seja pequena,
Lhe cause tanto problema

Que já não lhe cabe me cuidar,
Talvez eu deva ser forte,
Pedir ao mar
Por mais sorte
E aprender a navegar."




Guia: Como Comprar no Ebay


Depois do post da agenda, muita gente me perguntou como fazer para comprar no eBay. Vamos lá: comprar no eBay não é muito difícil, e para quem já está acostumado a comprar pela internet, é facílimo. É aquele tipo de coisa que nem dói: você vai apertando next, next, e quando vê, já comprou, os chineses/koreanos já embalaram e você já pode esperar pacientemente o seu pacote chegar. No Garotas Estúpidas tem várias dicas, mas esse passo a passo é for dummies mesmo, para quem não tem nem noção de onde é que vai. E para minha mãe consultar antes de comprar alguma coisa (viu, mãe).

Passo 1: Pesquisando
Ok, então você quer uma agenda. Então, munida do google tradutor (porque quem não entende inglês tem essa ferramenta ao seu favor) vamos pesquisar: 2013 daily planner.


Eu sempre marco as opções But it Now (que é o contrário de leilões, que nunca ganhei) e Free Shipping Only, porque se tem uma coisa que detesto é pagar frete. Marcando essas opções, a pesquisa se reduz sempre, consideravelmente. E então posso navegar pelas opções.


Passo 2: Escolhendo
Ok, então você achou uma agenda interessante? Antes mesmo de clicar para avaliá-la melhor, preste atenção nos seguintes quesitos:

Além de, obviamente, o preço, veja se as opções Buy it Now e Free Shipping estão marcadas. E o mais importante, aquela medalha de ouro ali, com o Top-rated Seller, que é uma garantia do eBay que o vendedor é confiável. Nunca queira comprar nada que não tenha essa marca de um bom vendedor.


Passo 3: Tendo certeza
Então você gostou dessa agenda. Tem certeza, é essa mesmo? Clicando na página do produto você pode visualizar mais fotos, de todos os ângulos, e ter certeza mesmo que é isso que você quer. Nesse estágio, eu decidi que ia comprar uma cartela de adesivos para enfeitar a minha agenda.


Essa foi a cartela de adesivos que eu escolhi. Clicando no botão azul escuro, BUY IT NOW, você... compra imediatamente. Eu não gosto muito dessa opção e sempre clico no ADD TO CART, pois assim posso refletir mais sobre a minha compra e pagar só depois. Alguns produtos não tem a opção Add to cart, e eu costumo evitá-los para evitar comprar por impulso.

Ali tem o preço, a medalha de ouro brilhando, e as informações de satisfação dos clientes com o vendedor. Esse tem 99,9% de feedbacks positivos, então tudo bem. Nessa página, quando o vendedor não envia para o Brasil, aparece logo um aviso. A maioria das lojas orientais envia para o Brasil, e só vi esse tipo de problema tentando comprar cosméticos de lugares como os Estados Unidos e o Reino Unido. Enfim. Seguindo nessa página, logo abaixo, você encontra informações mais detalhadas sobre o produto e mais fotos.

Fofo, né?

Onde está marcado de verde é o link para a loja do vendedor. O que é isso? Bom, o tio coreano que está vendendo esses adesivos tem uma infinidade de outros produtos, que é sempre bom olhar antes de finalizar a compra, para aproveitar o pacote. Não tem muito sentido comprar vários produtos similares (várias cartelas de adesivos, por exemplo) de vários vendedores diferentes, pois eles serão enviados em vários mini pacotes pelo correio. Enquanto que, você escolhendo vários produtos de um vendedor só, receberás um pacote pequeno (não sei como eles conseguem) com várias coisinhas dentro! É tipo Natal antes da hora. Enfim, só uma questão de lógica mesmo.

Nesse ponto eu demoro muito tempo, pois sempre procuro um vendedor que tenha tudo que eu quero na mesma loja. E os produtos costumam se repetir, então é fácil encontrar aquele vendedor que tem exatamente tudo que eu quero, num pacote só.

Passo 4: Visitando o Carrinho

Então você escolheu e adicionou ao carrinho todas as suas comprinhas. Para chegar ao carrinho, é só clicar no lado superior direito da tela, onde tem escrito Cart e tem um desenho de carrinho. E, como mágica, tudo que você escolheu estará lá, aguardando o seu pagamento.

Eu decidi comprar um estojinho também, because of reasons. Mas, se tivesse entrado no meu juízo perfeito e visto quão inútil esse estojinho seria, era só tirar do carrinho, clicando em REMOVE logo abaixo o preço. E se eu não quiser comprar hoje, é só clicar em Save for Later, que uma lista de espera se formará logo abaixo. Esses produtos não estão reservados para você, pois podem acabar caso você não compre, mas são uma forma fácil de acessá-los no futuro.

Mas eu não quero nem remover e nem salvar pra mais tarde: eu quero comprar. Então, certa de tudo isso, clico no Proceed to checkout, que irá me levar ao Paypal.


Passo 5: Comprando
O Paypal é tipo o Pagseguro gringo, e você tem que se cadastrar nele. Não precisa fazer isso antes: logo de cara já tem a opção para o cadastramento. Você precisa de um cartão de crédito internacional para comprar no eBay, então cadastre-o no paypal. Seguindo as instruções você consegue, e não precisa nem de mim aqui.

Uma vez que o seu cartão esteja salvo, é só sair clicando em Continue que pronto, você conseguiu comprar. Seguindo esses passos, em breve você verá essa linda imagem, que significa que você pagou e deu tudo certo, agora é só partir para o abraço a espera.

Meus adesivos chegaram em um mês certinho aqui em casa, num micro pacote. E são lindos! E eu não deveria ter comprado o estojo.

É BOM LEMBRAR:
  • Comprar no eBay é Comprar e Esquecer. Porque demora. E demora. Minhas compras variaram de um prazo de 20 dias até 3 meses, então não é uma coisa que você pode contar. Fiz minhas compras de Natal em outubro e algumas não chegaram a tempo.
  • Depois de dois meses, sugiro mandar mensagem para o vendedor, mas isso é outro post.
  • É um caminho sem volta. Quando você recebe suas bijus que custaram 20 reais, em perfeito estado, o shopping nunca mais será o mesmo. Você deixa de ir para comprar e vai para pesquisar coisas para pesquisar no eBay.

Lojas que Comprei e Chegou:
Essas são lojas que comprei e chegou, e eu, de certa forma, recomendo. Não que sejam as melhores lojas do mundo, e não que eu dê algum tipo de garantia, mas ei, eu comprei e chegou, e eu indico. Pode ser que não chegue na sua casa. Pode ser que você reclame, esqueça, e depois de três meses o pacote aparece. Então não me culpem de nada disso.
  • Idealway: já comprei bijuterias daqui várias vezes. Tudo chegou intacto e razoavelmente rápido.
  • Xiaojion: também comprei biju daqui algumas vezes e sempre deu certo.
  • Everyday Happy Smile: made me smile for sure! Comprei a MINHA AGENDA, canetas e frescurinhas. Chegou mega rápido!
  • Moma Muji: produtinhos da Muji ao alcance do eBay! Pra quem não conhece, a Muji é uma loja japonesa de design que vende, entre muitas coisas, papelaria. Adoro os cadernos, os bloquinhos e, sobretudo, as canetas. Chegou rapidinho e super bem embalado.
  • TMC: já comprei outra bolsa no eBay, e olha, essa é a melhor de todas. Obvio que não é couro, mas é tão bem feita, material mega fornido mesmo, e os metais da bolsa de qualidade. Não são tão baratas, mas valem muito o investimento. Mas aff, demorou quase três meses.
Espero ter esclarecido as dúvidas!
Mas, se tiverem, comentem aqui, para que eu possa fazer uma parte II com algumas explicações mais recorrentes! E boas compras!




Achados da Praça XV


Como comentei no post falando sobre a Feira da Praça XV, é virtualmente impossível sair dela imune. Mesmo que você já tenha completado suas coleções, não esteja a procura de nada especial... Alguma coisa você vai encontrar. E vai ser barato, e vai ser bom. E você vai sorrir pra si mesmo e querer espalhar suas compras no chão, como eu fiz, só para poder olhá-las novamente.



Dessa vez, não fomos agraciados com nenhum achado baratérrimo (daqueles que dá vontade de rir só de pensar), mas com alguns muito bons. Como por exemplo, a armação do futuro óculos de grau do Marcelo, que foi R$ 20, ou as pulseiras, que custaram R$ 10 cada uma. E ele comprou todos os quadrinhos dele (esses que não são do Tintim) por R$ 50.

Agora, não sei o que foi melhor: esse óculos escuros lindo da Burberry, por R$ 100, ou estar cada vez mais perto de completar a minha coleção do Tintim, por R$ 120. Não sei, só sei que foi bom.


Tinha esquecido de colocar a minha llaminha na foto! Já a batizamos de Ares, e agora ela está ao lado de seu irmão mais velho Hermes na minha estante. Espero que a coleção um dia aumente, porque elas são tão queridas (podem me dar llaminhas de presente).

Acho lindo que minha avó opinou na construção da foto
e adicionou o ticket do cinema e o chaveiro de florzinha que ela me deu. Vovó blogger.

E agora um bônus, uma foto que encontrei enquanto vasculhava os meus arquivos!  Porque quando eu e o Marcelo viajamos ao Rio pela primeira vez em 2008, também tivemos a ideia de juntar tudo que havíamos achado na Praça XV. A foto não está das melhores, mas podemos ver o Ericofone que eu trouxe pro papai (que coleciona telefones, entre muitas outras coisas. A corujazebra e as colherinhas das fotos acima são para as coleções dele), o jogo de xícaras com gueixas, e os três quadrinhos que desde esse dia estão na minha parede. E o Garfield no velho esquema de R$ 2.

Ah, e a latinha vermelha da mamuschka, que eu usei a faculdade inteira para guardar minhas coisas de costura, e que anos depois (em 2011), encontrei uma mini pra fazer conjunto lá na feira de San Telmo, em Buenos Aires. Quem sabe um dia eu faço um post com todas as latas/caixas...




25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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