Fim de ano chegou, e com ele um nível de descaso tão grande com esse blog que tenho posts no rascunho, mas não consegui publicar. Oremos por um 2014 com um pouco mais de coragem, haha. Enquanto isso, fiquem com um vídeo necessário (e enorme!), da retrospectiva literária minha e de MB esse ano. Vale lembrar a de 2012 também, e espero que em 2014 ainda consiga ler MAIS LIVROS!
Retrospectiva Literária 2013
28 de dezembro de 2013

Resenha: Os Instrumentos Mortais
2 de dezembro de 2013
Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro - ou um post com vários gifs
Pensei muito antes de vir aqui e escrever essa resenha. Minhas amigas já sabem, porque vira e mexe eu me voltava para elas com comentários assim, meio por cima, da culpa que eu sentia por estar amando tanto esse livro. Esse livro péssimo. Mas tão péssimo que, aff, como é bom.
Pensei muito antes de vir aqui e escrever essa resenha. Minhas amigas já sabem, porque vira e mexe eu me voltava para elas com comentários assim, meio por cima, da culpa que eu sentia por estar amando tanto esse livro. Esse livro péssimo. Mas tão péssimo que, aff, como é bom.
Eu assisti o filme dos Instrumentos Mortais no cinema, e não sei se foi a cena absolutamente improvável do beijo na estufa no meio da chuva dentro de um prédio (como não amar), ou a presença do Robert Sheehan, que é um poço de carisma e amor. O filme conta a história da Clary, interpretada pela nova queridinha Lily Collins, que um belo dia descobre que tudo que tinha como verdade é uma mentira, e na verdade ela é uma caçadora de sombras. E aí ela conhece o Jace.




Primeiro, é importante dizer que o ator do Jace é, no mínimo, estranho. E o personagem é mimado, é egocêntrico, se acha lindo, é talentoso, e... sente uma atração sem precedentes pela Clary. E o coitado do Simon, Robert Sheehan, fica no canto, porque esse é um filme para adolescentes, e se não tivesse um triângulo amoroso, qual o propósito? Então, depois da cena do beijo na chuva (amo/sou), e depois de uma declaração que fez meu coração se partir em pedacinhos, o filme terminou de uma forma super incoerente e absurda, com a revelação que vai permear todo o resto das vidas de todo mundo. O Jace e a Clary são irmãos. O normal seria eu pensar que a experiência toda foi uma bosta e seguir com a minha vida, e esquecer que um dia vi esse filme. Mas não. Por algum motivo, eu cheguei em casa e pesquisei sobre a história (!)


#simonfofo #mãosfortes #prefereovideogame #nãomeama #ObcecadopelaEx
Acontece que a autora, a Cassandra Clare, era super fã de Harry Potter, e escreveu uma série de fanfics de sucesso, todas puxando para aquele universo em que o Draco e a Gina são a alma gêmea um do outro. E teve uma época muito feliz da minha vida em que eu adorava ler fanfics, então acabei ficando com aquilo na cabeça. Estava no aeroporto, pouco tempo depois, e me vi sem nada para ler, com o primeiro volume da série na minha frente. Um vôo e 200 páginas depois, já estava irremediavelmente viciada na Cidade dos Ossos.
E eu não queria porque o livro é TÃO ERRADO. Eu já tinha visto o filme, e já sabia desde o começo que eles eram irmãos, mas não conseguia me conter.
Sinceramente, o que move a história toda é o romance entre os dois. Eu lembro de ler o primeiro livro de Crepúsculo e ficar com aquela mesma sensação de palpitação, de não conseguir me segurar de amor, de faltar ter um ataque cardíaco quando o Edward Cullen faltou na escola. Mas logo no segundo livro o romance já havia perdido a graça, e até terminar o último foram tantas incoerências e absurdos que já estava odiando tudo aquilo. Essa sensação pré-adolescente de não conseguir lidar com a tensão entre dois personagens acontece o livro inteiro. Inteiro. Prendi a respiração diversas vezes, me sacudi toda de raiva alguns momentos (eu estava no avião), e li e reli e reli centenas de vezes a cena em que eles finalmente se beijam. E meu cérebro insistindo: MAS ELES SÃO IRMÃOS!
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FEEEEELLLLSSSSSSSSSSS |
Troquei pelo skoob o livro 2 da série, e assim que chegou comecei imediatamente a ler. No segundo livro os personagens começam a ter mais voz na série, não apenas Clace (SIM). E a história segue se construindo, sem furos gritantes, e com a narrativa animada, daquelas que a gente devora. E eu lá torcendo, sem querer torcer, para que os dois ficassem juntos. Passei o livro inteiro na expectativa que eles ficassem juntos (mas eles são irmãos! Isso é errado!), e quando isso finalmente aconteceu, pensei que fosse morrer de alívio e de MEUDEUSISSOESTAERRADO.
Veja bem, eu li a série das Crônicas de Gelo e Fogo, e já estava acostumada com a temática do incesto. Mas enquanto a relação do Cersei e do Jaime deixam aquela sensação ruim na boca do estômago, você acaba se acostumando. Veja bem, não é que eu ache normal. Mas não sentia a menor empatia pelo relacionamento dos dois, se estavam juntos ou separados tanto faz, e aliás que filho nojento que eles colocaram no mundo, etc. Enquanto no romance da Cassandra, cada sentimento da Clary pelo Jace e vice-versa é detalhado e envolvente, e embora você saiba que você não deveria estar fazendo aquilo, você está. Você está torcendo pelos dois. Você quer que o mundo inteiro desapareça, e eles fujam, e vivam com esse segredo bem longe, para o resto da vida, e tenham uma penca de filhinhos errados por aí.
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Página sim, página não |
Até que [spoiler] começou a ficar claro que eles não eram irmãos. E todas as pessoas que estavam prestes a dizer isso para um dos dois tinha uma morte ridícula e dolorosa. [/spoiler] E posso dizer que passei a maior parte do livro 2 e do livro 3 com uma vontade genuína de jogar o livro pela janela em diversos momentos. Mas a história se manteve, a guerra entre o líder Valentin e o resto dos clãs faz sentido. Aliás, no desenrolar do livro 3, acabamos descobrindo muito mais sobre o passado de Valentin, o que faz com que o personagem seja ainda mais odiável. E não só o Clace (não me canso disso), mas o relacionamento da Clary com a sua mãe, com a figura paterna lobisomem Luke, com as mudanças do melhor amigo, com o desenvolvimento de uma amizade com uma menina que é nada parecido com ela, o descobrir dos poderes... Tudo isso é bem construído, e acima de tudo, envolvente. E faz com que a gente esqueça que está torcendo com todas as forças por um casal que não deveria ficar junto (mesmo).
No fim das contas, fiquei surpresa positivamente com a série. Além de achar super legal a ideia de ter tatuagens que dão poderes (sim!), consegui ver algumas referências de outros livros, tipo Harry Potter, e algumas semelhanças até mesmo com Star Wars - de coisas grandes e óbvias como irmãos que não sabem que são irmãos, filhos do cara mal... Até com pequenos termos, a forma como algumas situações são descritas. E o lobisomem Luke, que não deixa de me lembrar demais o Luke de Gilmore Girls? E isso tudo não faz com que a gente queira bater na Cassandra Clare e gritar PLÁGIOOO, e sim um tipo de reconhecimento através das páginas, como se o livro fosse escrito por uma amiga, sobre universos que vocês duas tanto amam, com aqueles romances que vocês duas morrem de dar risadinhas e de repassar todos os diálogos, centenas de vezes, até cansar. O terceiro livro acabou super amarradinho, com um baile (como não amar?), e eu fiquei curiosa para saber o que é que resta acontecer. [spoiler] Obviamente o Sebastian vai voltar, até porque essas pessoas aprendem com o Martin o incesto, mas não aprendem a base da história das Crônicas de Gelo e Fogo? Se não há corpo, de preferência decapitado, a pessoa não morreu [/spoiler]
Tanto que comprei o livro 4 e o 5 juntos, esse fim de semana.
Viciada, sim ou não?
#teamJace

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