Goodie #1


Eu não sei se é correto dizer que o Neil Gaiman é meu autor favorito, mas ele está facinho no Top 5. Não somente pelos livros de fantasia incríveis e as colaborações em graphic novels (mas prefiro os livros), mas pela simples existência. Sim, me conforta saber que respiro no mesmo universo que Neil Gaiman. Na virada do ano, ele postou no facebook essa frase (créditos então e felizmente à ele, que deve estar cansado de ter seu trabalho atribuído a frases que começam com "as mulheres são como maçãs"), e eu precisava compartilhar. Vamos a uma tradução livre:

"Eu espero que nesse ano, você erre.
Porque se você está errando, significa que você está fazendo algo de novo, tentando coisas novas, aprendendo, se levando ao limite, desafiando a si mesmo, mudando o mundo. Você está fazendo coisas que nunca fez antes, e o mais importante, você está fazendo ALGO. 
Então esse é o meu desejo para você, e para todos nós, e meu desejo para mim. Faça novos erros. Faça gloriosos, incríveis erros. Faça erros que ninguém fez antes. Não congele, não pare, não se preocupe se não está bom o suficiente, ou se não está perfeito, o que quer que seja: arte, ou amor, ou trabalho, ou família, ou vida.
O que quer que seja que você tem medo de fazer, faça.

Cometa seus erros, ano que vem e para sempre."
 
Eu adoro wallpaper mensal, mas tenho um lapso muito grande no computador de casa, que quando percebo estamos em 2013 com wallpaper de Junho do ano passado. Fiquei procurando um sem os meses e acabei sem encontrar, então aqui vai para vocês que, assim como eu, são incapazes de atualizar o wallpaper todo mês. E para vocês, que assim como eu, precisa lembrar de errar de vez em quando sempre.

Update! Versão para widescreen - Download Wallpaper

Agendas e 2013!

Custo a acreditar que 2012 já acabou, especialmente quando parece que foi ontem que comecei a trabalhar de perna engessada e muletas, passei o Reveillón na casa de amigos aqui em Fortaleza e o carnaval em Brasília. Ontem, gente. Mas na verdade, já voltei do Rio da viagem de fim de ano (aproveitando o recesso - posts de viagem virão!), e estou aqui, pronta para que 2013 seja o melhor ano da minha vida. E por que não seria, não é? Só de o mundo não ter acabado, já estamos todos no lucro.

Tendo em vista essa minha meta pouco fácil (de que 2013 Já É o Melhor Ano de Todos), ano passado eu decidi comprar uma agenda incrível e organizar tudo, porque quando a gente vê páginas e páginas em branco porque você não fez nada que se aproveitasse dos seus dias, o desespero da mudança bate, e você faz alguma coisa. Isso deve ter feito algum sentido, espero.

Veio então o santo eBay, todo poderoso das pechinchas, e desvendou o universo das agendas lindas coreanas, com um preço bom (ok, não estão a preço de banana, mas você já experimentou comprar alguma agenda grifada daqui do Brasil?), e tudo que a gente sempre sonhou. Sério, morri 100 vezes quando descobri a loja das agendas, e quase não dormi de noite na dúvida absurda de qual agenda ia comprar. Mandei mensagem de madrugada pra uma amiga, e cheguei no trabalho no dia seguinte ainda amarela de preocupação, até conseguir decidir. Por, tchamtchamtchamtcham, essa daqui:


A gente vê tantas agendas diferentes e lindas, com tantas funções, que acaba se confundindo um pouco, e achando que tudo vem tudo. Ok, explico: tem agendas que tem páginas para anotar gastos. Agendas com planejamento semanal, agendas com folhas especiais quadriculadas e folhas em branco. Agendas com fotos fofas e agendas pautadas. Dentre tantas opções ebayisticas, acabei ficando meio confusa, e achei que, sei lá, minha agenda ia vir com um livro de receitas acoplado ou algo assim. No fim das contas, ela é uma agenda clean e ADULTA (don't laugh), que contém:

  • Planejamento anual (que é onde anoto todos os livros que li e marco os feriados com canetinha fluorescente, contando os dias para a sua chegada)
  • Planejamento mensal
  • Dia a dia

Aproveitando o frete (e a facada natalina no meu pai - valeu, Papi!), comprei também um kit de canetas, um scrapbook/album super legal, e adesivos. Lógico. Porque a parte primordial da função agenda é ter uma agenda enfeitada, e isso seria praticamente impossível sem adesivos lindos!

E fiquei muito feliz e surpresa, porque a agenda vinha com Dezembro de 2012, então tive um mês para brincar, fazer um planejamento mensal horroroso (nota: fazer um moodboard de agendas com planejamentos mensais lindos), e aprender a enfeitar preencher a agenda como parte da rotina.






Acho que eventualmente, se fizer uma página especialmente bonita ou algo assim, volto a postar aqui. Eu, pelo menos, sempre me sinto inspirada e estimulada ao ver o que os outros andam fazendo. E vocês, já compraram a agenda 2013?

OBS: Pedi a agenda no finzinho de novembro, e meu pacote enorme e cheio de coisas chegou em 15 (QUINZE) dias. Isso foi um record do eBay, porque tem coisas que pedi em setembro e ainda não chegaram. Possuída pelo ritmo da agenda, uma amiga minha (Ana Flávia dos sapatos lindos) comprou um dia antes, e até o dia 21 de dezembro ainda não havia chegado. Então, sei lá, dá pra pedir ainda, mas ciente que só vão poder começar a preencher e ~enfeitar~ a agenda lá pra Fevereiro!

OBS 2: Já curtiram a página do blog no facebook?

Sobre estilos e perfumes

Acqua de Giò, o cheiro das sextas-feiras. Minha mãe sempre usou esse perfume (desde quando consigo lembrar), mas só pra sair, assim, já depois de ter colocado o salto. Era um cheiro tão mágico e misterioso, que quando eu era pequena corria de vez em quando para o armário do quarto dela e sentia o perfume, forte demais dentro do frasco, mas incrível no contato com a pele (dela). Cheiro de mãe. E o patchouli do papai também, o cheiro de madeira, que ele colocava só uma gotinha atrás de cada orelha. O perfume acabou faz tempo, mas ainda é a cara dele.

Eu nunca tive tanta sorte em ter um cheiro só meu, talvez por ainda estar virando adulta (ok, agora já sou), e por não ter um estilo muito definido. É que sei lá, às vezes dá vontade de sair de casa feito mendigo, às vezes super vintage, às vezes meio ~roqueira~. E notei que meus perfumes (escolhidos principalmente pela promessa de uma vida em Paris feita pelas propagandas) acompanham essas minhas vontades. E meus perfumes duram uma eternidade, porque não sou de passar muito.

Quando eu era pequena, de cabelinho Amelie, era só o Lavanda Pop que eu usava. E até hoje ainda tenho um frasco, que sempre reponho quando acabo, pra todo dia. Que é quando eu não estou muito inspirada, ou não estou sentindo particularmente nada de especial - me sentindo meio 80% preguiça e 20% eu, me empurrando vida a fora. Aí fico de lavanda, porque pelo menos tem aquele cheirinho de banho recém tomado que acompanha o dia inteiro.


Lavanda Pop - O Boticário

Tem dia que eu acordo meio Farm. De cabelo solto, de vestidinho, de blush coral no rosto e Daisy atrás das orelhas. É um cheiro floral, meio animado, meio leve, com jeito de verão. É doce sim, mas é mais primaveril que qualquer outra coisa. São nesses dias que quero botar flores no cabelo cheio de tranças. Isso geralmente não acontece, porque por mais que Julia Petit ensine, quase nada é absorvido, mas fica o espírito. Eu amo o Daisy e estou no meu segundo frasco.


Daisy - Marc Jacobs


Mas aí tem dias que eu estou mais Nina. É meu estilo roqueira fake, ouvindo Foo Fighters e querendo o cabelo fora da nuca. Se eu estou de delineador, tem uma chance enorme de eu estar Nina. É doce, mas é tão atrevido. Estou no meu terceiro frasco já, e minha mãe comprou errado da última vez e trouxe o Nina Elixir, que é mais cheiro de banho ainda (amo cheiro de banho), mais suave: ou seja, muito melhor.


Nina Elixir - Nina Ricci


Tem dias que eu acordo com os cabelos de rolinhos e Russian Red. Dá vontade de assar bolos, usar salto. Esse perfume é super especial porque, além de LINDO, foi Marcelo Bernardo que me deu (e coube a ele dar a palavra final de qual ia escolher), então o cheiro do Ricci Ricci é reservado somente a ele, embora tenha sido o perfume que levei para morar em Londres (para lembrar dele, awn).

Ricci Ricci - Nina Ricci
Meu perfume da night eu ganhei em 2005 e ainda estou nele – um comparativo absolutamente realista da frequência que eu vou para a night. Tem que ser um momento meio específico que eu não esteja me sentindo muito roqueira, ou muito vintage, e sim com uma vontade simples de arrasar, o que faz com que eu praticamente nunca use esse perfume. Foi o primeiro perfume legal que eu ganhei e meu pai que me deu, meio a contragosto, e nem acho ele muito parecido comigo, mas ele tem o seu lugar cativo no meu armário.

Laguna - Salvador Dalí

E por fim, a ode ao meu amado, recém descoberto, recente paixão arrebatadora. Quando senti o cheiro desse perfume, imediatamente fui levada a um quarto amplo, com uma cama de edredom branco de plumas, travesseiros perfumados e uma cortina de algodão sacudindo na janela, and I kid you not. Desde Setembro que não quero saber de outra coisa além do cheiro incrível, fresco e doce do Chloé. Como diz Marina Smith, só duas borrifadas e sua conta bancária vai para os milhões. Quando estou com esse perfume ninguém passa na minha frente na fila porque sou uma menina, e sim uma jovem e rica mulher. Sim, é esse tipo de coisa que acontece comigo quando estou usando o Chloé. É tipo o meu anel do Lanterna Verde, a cueca de foguetes da sorte do Calvin. A propaganda é verdadeira e dá vontade mesmo de ficar deitada na cama abraçada com um frasco gigante, porque gente, esse é o perfume da minha vida.

Chloé Eau de Parfum
E como o Chloé agora sou eu, não importa o que eu esteja usando, uma mistura absoluta de todos os looks, se estou com vontade de mendigar e passar o dia de moletom, esse perfume é a poção pra que o mundo fique um pouquinho melhor.

Obs: eu provavelmente deveria ter falado sobre as notas de fundo, ou algo assim, mas simplesmente não vejo como notas de cereja adamascada fazem diferença na minha vontade de sair de casa de sneaker ou de chinela havaiana mordida.

Obs 2: fiz uma página para o blog! Curta! Vai ter ilustrações em tempo real, outras divagações e alguns dizem que até bolo!

Retrospectiva Literária 2012

Ano passado, comecei a escrever esse post e deixei pela metade. Os critérios são os que a Anna Vitória postou no So Contagious em 2011, porque ia ficar meio boring sair dizendo livro por livro, quando na verdade alguns foram tão sem graça que nem contam. Participação do Marcelo Bernardo, porque ele leu muito mais livros do que eu, e a gente sempre discute esse tipo de coisa mesmo.


 A gente fica olhando pra cima por causa da estante, hahah


Os possíveis indicados:

Gabriela leu em 2012:
Fragile Things - Neil Gaiman
Harry Potter das Páginas para a Tela - McCabe
A Juba do Leão - Arthur Conan Doyle
Habibi - Craig Thompson
Chunky Rice - Craig Thompson
Festim dos Corvos - George R.R. Martin
Koko be Good - Jen Wang
Flight 2 - Comics Anthology
Smoke and Mirrors - Neil Gaiman
Dança dos Dragões - George R.R. Martin
Mundo de Zofia - Kelly Link
Ensaios - Truman Capote
Anansi Boys - Neil Gaiman
Um dia - David Nicholls
Além do Planeta Silencioso - C. S. Lewis
A Culpa é das Estrelas - John Green
A Casual Vacancy - J. K. Rowling
Stardust - Neil Gaiman
Harry Potter e a Câmara Secreta - J.K. Rowling
Biografia do John Lennon - Philip Norman (terminando ainda)

Marcelo leu em 2012:
Um estudo em Vermelho - Arthur Conan Doyle
Calabar - Chico Buarque
O Círculo Vermelho - Arthur Conan Doyle
The Complete Poetry of Edgar Allan Poe
Anansi Boys - Neil Gaiman
Antologia Poética - Fernando Pessoa
Duma Key - Stephen King
Sentimento do Mundo - Carlos Drummond de Andrade
Budapeste - Chico Buarque
Around the World in 80 days - Jules Verne
Antropofagia - Caetano Veloso
João Gilberto (edição Cosac Naify)
Perelandra - C.S. Lewis
A lenda de Sigurd e Gudrun - J.R.R. Tolkien
Hans Christian Andersen Complete Fairy Tales
A Dança dos Dragões - George R.R. Martin
O Festim dos Corvos - George R.R. Martin
A Tormenta de Espadas- George R.R. Martin
A Onda que se Ergueu no Mar - Ruy Castro
Para Seguir Minha Jornada (Biografia Chico Buarque) - Regina Zappa
João Gilberto - Zuza Mello (coleção Folha)

Os Quereres


Estava tentando fazer a minha wishlist de Natal, começando a me atormentar pela pressão de ter que escolher tudo que eu sempre quis, e nunca tive coragem de comprar - e esperar pacientemente a noite do dia 24 para, depois de ter me esbaldado nas duas ceias de família, abrir todos os meus presentes e descobrir o que ganhei. Eis que, olhando pra folha em branco e praticamente espremendo meus pensamentos me perguntando o que eu quero, cheguei num momento único vivido até então: o que quero, ninguém pode me dar.

Meu armário está cheio de vestidos lindos que já usei, mas quero usar de novo ainda muitas vezes, até enjoar. Shorts eu me viro nos DIY, transformando calças masculinas de brechó de R$ 15 com água sanitária e lixa até ficar com carinha de R$ 259 - então não. Blusas também tenho várias que ainda nem consegui usar. Acessórios eu encontrei minha mina de ouro, alma gêmea e companheira para horas ociosas, o eBay. Perfumes já encontrei o da minha vida, e no quesito maquiagem me sinto completa com minha Naked Palette e meu Benetint/Moon Beam da Benefit. Tenho uma bolsa de estimação que supre todos os meus looks (bolsinha verde da Farm, amor verdadeiro, amor eterno), e embora meus sapatos de sair estejam meio desfalcados, não senti meu coração palpitar por nenhum último lançamento da Santa Lolla. E, respirando fundo pela primeira vez, refletindo sobre tudo, percebi que isso só consegui enxergar meu closet abarrotado de coisas legais com meu detox de blogs de moda. Não preciso de tudo.

É incrível como passar um mês sem ler repetidamente, dia após dia, que você precisa dessa nova calça, e não vive sem essa camisa de botões que arrematam o look com maxi colar Shorouk inspired, faz com que você consiga se afastar dessa loucura do consumo desenfreado, e ver o que realmente você quer. Parece exagerado, mas é como ver através de uma névoa.

Eu quero dias calmos, quero dias de folga. Quero acordar tarde, sentir o sol no cabelo e o sal no rosto, o silêncio incrível da casa de praia. Eu quero ver o sol. Eu quero rir até ficar com falta de ar. Eu quero tirar fotos lindas e ter tempo de editá-las, fazer um álbum, e poder revê-las com carinho. Eu quero desenhar o mundo, quero aquarelar todos os meus projetos, e quero testar todos os brushes que existem nesse infinito do Photoshop. Quero treinar, quero desenhar por prazer, e quero me perder escrevendo cenas pela madrugada, simplesmente incapaz de dormir porque meus personagens não deixam. Eu quero ter festas pra onde ir, estreando meus vestidos, e mostrando pro mundo as maquiagens que eu gosto de perder tanto tempo aprendendo no YouTube. Quero curtir e manter a minha ruivice momentânea. Eu quero ajeitar esse layout, e quero postar sempre, ao invés de ficar esperando o momento que nunca vem. Eu quero ir a restaurantes novos, e quero testar receitas novas... Quero ter tempo para procurar receitas novas, e coragem para desbravá-las. Quero acertar fazer hashbrown e fazer rabanadas. Quero que o Natal chegue, quero preparar a ceia, quero rir com meus avôs e ser mimada pelas minhas tias. Quero um tempo leve, sem dor de cabeça, para que eu possa aproveitar tudo que tenho de material, ao invés de simplesmente ter. Quero viver.

Agora, livros são sempre bem-vindos.
E todo mundo sabe o que eles dizem sobre diamantes, viu, Marcelo Bernardo?

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Estou meio monotemática/batendo na mesma tecla, mas o que posso fazer? Eu mesma bato nessa tecla todo santo dia, toda hora, a cada momento salvando imagens no computador da firma. Quem sabe se eu superar essa fase que é viver na pressão da moda, e voltar a conseguir viver a vida leve, eu volte a falar de coisas simples e queridas. Essa é a meta, pessoal, vamos conseguir antes que o fim do mundo chegue!

Pudding Desconexo

Quando tinha 16 anos e passei no vestibular para moda, acabei indo fazer um semestre de jornalismo. Como toda adolescente que adorava escrever, era a opção até natural - mas acabou que a única coisa que aproveitei desse um semestre sofrido na faculdade particular foram as aulas de Design Gráfico, que me ajudaram (e ajudam até hoje) nos anos seguintes. Estava terminantemente decidida por moda, pelo design... E mal sabia eu que ia amar fazer meu TCC, anos depois, e poder entrevistar as pessoas, e passar dias escrevendo sobre isso, me sentir no fechamento de uma edição regadas a café, e tal. Ah, as voltas que a vida dá. Eis que um dia, na querida Máfia, surge a oportunidade de entrevistar uma amiga mafiosa. Acabou que a vida (de novo ela) me enrolou e quase não consigo pensar em perguntas que fizessem jus à tudo que eu poderia querer saber sobre a minha entrevistada, colocando meu lado jornalístico adormecido chorando no cantinho, mas enfim, vamos a ela:


A Alessandra Castilho de Souza Rocha, ou Ale, que comanda o Desconexa Sensação, tem esses olhos incrivelmente verdes e só 19 anos (e 5 meses, 2 semanas, e 4 dias... Ok, quase vinte). Nasceu e foi criada na Paulicéia Desvairada, conhecida como terra da garoa, popularmente apelidada de São Paulo. A Ale divide o tempo dela entre fingir que estuda Design Gráfico e trabalhar numa livraria, e no tempo que sobra come, dorme, assiste tv, lê e come mais um pouco.

BEAUTÉ
A Ale tem os cabelos curtos, cacheadíssimos, mas desde que estamos na máfia esse cabelo já foi enorme, liso, repicado. Ela diz que nunca sai do cabeleireiro duas vezes com o mesmo corte. Como toda entusiasta da beleza, que tenho pastas e mais pastas de inspiração capilar guardadas, me perguntei qual a próxima inovação capilar: "Quero escurecer os fios mais um pouco, e quem sabe deixar ele crescer mais um pouco pra fazer aquelas mechas arco-íris, tipo a da Katy Perry no clipe de Firework. Quem sabe?"

E no resto do corpo, mudaria alguma coisa? Como toda mulher, a Ale se diz mestra em achar defeito em si mesma - "Não gosto das minhas pernas e pés, e não me importaria em ser alguns centímetros mais alta, mas acho que se não fosse assim eu não seria eu"

PROFISSÃO
O drama que envolve a escolha da profissão a acompanha desde o colegial. "Durante toda a vida acadêmica enfiaram na nossa cabeça que escolher um profissão é uma coisa importante porque é o que vamos fazer pro resto das nossas vidas. Mas depois do colegial a gente tem a certeza de que nada é para sempre e que eu posso muito bem ter várias ocupações que se complementam". Depois de terminar a graduação tecnóloga em Design Gráfico, já tem em mente mais duas que gostaria de cursar. Não apenas para seguir carreira, mas pelo simples desejo de se aprofundar mais sobre outras áreas. "Mesmo que eu não vá trabalhar na área acho que estou aprendendo coisas extremamente pertinentes que vão me ajudar algum dia." Com toda a calma do mundo, já que graduações levam tempo, ela se diz feliz com suas escolhas, já que tudo que fez no que concerne profissões possibilitaram o encontro com pessoas maravilhosas da área, que têm muito o que ensinar. "Sou extremamente grata por isso."

INTERCÂMBIO
Até a metade de 2012, a Ale passou uma temporada em Dublin, na Irlanda. Quando questionada o que vinha em sua mente quando pensava nesse tempo, vieram as lembranças das festas, dos amigos. De passar momentos de reflexão pessoal sentada no parque, ou andando às margens do rio Liffey. "Acho que tudo isso pode ser resumido nas coisas que aprendi lá".

Liffey River

E na saudade que você só passa a conhecer quando mora fora, ela destaca:
"Lugares que já estive, pessoas (mesmo as que estão quase sempre por perto) e não posso deixar de citar o grande Renato Russo ao dizer que com certeza sinto falta de tudo o que eu ainda não vi, principalmente as quais infelizmente eu não tenho mais como ver."

FUTURO
Em 10 anos planeja estar escolhendo o apartamento dos sonhos, num trabalho que a realize - de preferência, um trabalho descolado que evite a rotina -, saindo para happy hour com amigos e colegas de trabalho para comemorar, sempre, suas conquistas. Alguém duvida que ela vai conseguir tudo isso?

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Esse foi o Pudding brincando de revista feminina com a linda da Ale. Fui entrevistada pela Rafinha, e você pode ler as minhas respostas tolas aqui.

25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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