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Rio: Combos Imperdíveis (18/31)

Que eu sou apaixonada pelo Rio vocês já sabem. Vira e mexe alguém me pergunta o que deveria fazer quando viesse para cá, se eu tenho alguma dica, o que a pessoa não pode deixar de fazer, etc. Já compartilhei algumas dicas aqui pelo blog, mas recentemente pensei em alguns lugares que merecem post, por tudo que eles tem a oferecer.




1. Pavão Azul: cerveja + pastel
O famoso do Pavão Azul são as ditas pataniscas, que é um bolinho de bacalhau sem batata, feito só de... bacalhau. Ai de você se disser que é só um bolinho de bacalhau, mas, bom, é só um bolinho de bacalhau. Gostoso. Só que um bolinho. Mas o pastel não é só um pastel, e além de ser uma delícia, o preço é de chorar (R$ 2,80 socorro). Eu não posso comer o de camarão, mas me comprovaram que é maravilhoso, e o de carne é de chorar de tão molhadinho e delícia. Nham.



2. Bar Urca: vista + empada de palmito
Eu já fui no Bar Urca uma centena de vezes, e dessa centena, apenas umas 20 tinha a tal empada de palmito. E olha, ela é boa demais, por isso que acaba tão cedo. A empada, uma caipirinha, aquela vista... Não precisa de mais nada. Repetindo que não posso comer camarão, mas se eu pudesse, certamente também me fartaria no pastelzinho. Já havia falado sobre o Bar Urca aqui, e continua valendo à pena.




3. Feira da Praça XV + Bar Luiz
As feiras são ao sábado, e ficam a uma caminhada de distância da Rua da Carioca, que é onde está o Bar Luiz, e já tinha falado sobre ele por aqui. Não me importa o que você for pedir por lá, mas peça o chopp escuro e a salada de batata. A salada de batata do Bar Luiz merecia ser patrimônio histórico do Rio, e já comi muita salada de batata nessa vida, mas nenhuma se compara a essa.



4. Arpoador + Vero
Não é muito exatamente pertinho, mas fica numa distância bem razoável. Passou o dia na praia, assistiu o famoso pôr-do-sol no Arpoador, e agora tem fome? Ande um pouco pela Visconde de Pirajá até a Vero, a melhor sorveteria que eu já tive o prazer de cruzar. Os sorvetes são densos, deliciosos, e tem sabores pouco comuns como gorgonzola (amo). Mas não se preocupa que também tem normais, tipo chocolate, pistache, doce de leite... O meu favorito é o de Tiramisu. Vale a pena. Muito.




5. TT Burguer: Hambúrguer + Sacode
Tudo no TT Burguer tem um nome engraçadinho, deve ser porque eles são da Reserva. Tipo chamam guardanapo de escorre baba, milk shake de sacode, tudo tem um codinome, e eu bem que queria dizer "migo seje menas" e nunca mais ir por lá, mas é impossível. Não sei se vocês sabem, mas até o TT eu era convicta que odiava hambúrguer. Eu nunca tinha comido um hambúrguer que valesse gastar aquele rio de dinheiro (alguém me explica por que é razoável gastar 40 reais num hambúrguer pfvr), e sei lá, nunca achei graça.

Mas aí eu provei o do TT e minha vida mudou. É simplesmente o hamburguer mais delicioso que eu já comi nessa vida. Ainda é servido com o famoso ketchup de goiabada. E pra completar, eles vendem milkshake Sacode sabor doce de leite com flor de sal, que é a maior maravilha desse mundo, ou de Nutella, que também é a melhor maravilha desse mundo. Socorro. Comam. 

Resumo da Semana #1: cupnoodles, dias de sol e algumas cervejas (09/31)

Não sei o que acontece com esse tempo que parece trabalhar em dobro quando tudo que a gente queria era que ele não voasse. Mais uma semana que acaba sem eu ter percebido sequer que ela começou. Entretanto, todavia, sim, consegui completar uma semana de BEDA, apesar de todo mundo (eu incluso) achar que eu não passaria do quarto dia. Passei do quarto dia! Aliás, estamos chegando no décimo (!) dia de posts seguidos, algo que eu não fazia sequer em 2004. E por sinal, nessa semana postei mais que o ano de 2014 inteiro!

Pegando o gancho da Anna, também sempre quis fazer um resuminho semanal, então aqui vai:


Rio de Janeiro agora pela minha janela

Essa semana foi exatamente como descrito acima: um monte de nada que se condensaram em sete dias. O clima no Rio mudou e está fazendo sol durante o dia e um friozinho delicioso durante a noite, o que é ótimo para quem adora sair de casa - não é exatamente o meu caso. Tive aulas do que foi a minha segunda semana de pós-graduação (!) em estamparia.

Voltar a estudar é muito engraçado. Quando eu terminei a faculdade, praticamente ninguém tinha smartphone (gente, 2011, parece que foi ontem), então a gente era obrigado a conversar. Hoje em dia, apesar de todas as pessoas serem simpáticas e lançarem olhares receptivos, todo mundo prefere ficar olhando para a tela e falando com amigos distantes. Inclusive durante a aula. Lembrei que sou sim um pouco nerd, especialmente para trabalhos, e já coloquei várias coisas em dia (e inclusive fiquei com dor na coluna de voltar a desenhar a tarde inteira) (ah, a terceira idade...).

E outra coisa é andar de ônibus nesse Ridjanero. Porque um dia eu levo 50 minutos para ir de Copacabana até a Barra, no outro demoro quase três horas, no dia seguinte uma, e depois duas... Eu já peguei muito ônibus nessa vida, e às vezes simplesmente não estou com vontade de ouvir música. Não consigo ler ou jogar porque me dá enjôo, então geralmente fico parada imersa em meus pensamentos. Que geram ideias. E desenhos. Só essa semana, fiz dois desenhos (!) no ônibus, e comecei a repensar alguns projetos. Quem sabe?

Não assistimos muita coisa, e não fomos ao cinema essa semana, o que pode ser classificado como raro. Na quinta-feira, eu e MB fomos resolver pendências de #adultos, e passamos o dia envolvidos com burocracias, consertos e feira. Voltando para casa, quisemos nos dar ao luxo de ser adolescentes irresponsáveis e compramos um abastecimento de cupnoodles e MM's tamanho jumbo. Planejamos a nossa noite de cupnoodles, coca-cola e brigadeiro, assistindo alguma coisa, quando me lembrei que estávamos fazendo dois meses de casados.

Dois meses! Já!!!!!!!

Então deixamos o cupnoodles para outro dia, nos arrumamos, e saímos para jantar no Miam Miam. Fiz a cobertura no snapchat (@gabrielacouth), e foi um jantar muito bom para variar dos inúmeros jantares em casa. O critério de escolha foi a preguiça (dava para ir a pé), mas adoramos o ambiente super charmoso e meio sessentinha, à meia luz, com uma carta de drinks de babar e um cardápio mega enxuto com apenas oito pratos. Escolhi bombons de filé com nhoque (amo/sou nhoque), e MB foi de cordeiro com purê de abóbora e alho poró assado com bacon. Claro que a descrição é bem mais rebuscada que essa (redução, puxado, musseline, etc), mas estava tudo maravilhoso e com carinha de comfort food.

Tinha suflê mezzo musse mezzo bolo de chocolate, uma coisa dos céus

Fim de semana chegou, e fui para a casa do Renne e passamos a noite inteira pensando em decoração, e planejando o espaço (bem limitado) dele. Eu tenho tantas, tantas referências de decoração que fico genuinamente feliz de estar ajudando, hahaha. MB chegou mais tarde, e juntos fomos até o Bar da Devassa, e provei aquela degustação de chopp. Outro ponto em estar envelhecendo invariavelmente: quando foi que comecei a gostar, de verdade, de cerveja?

Gostei mais da ruiva e da escura, e a única que não gostei foi a de trigo


Hoje está um domingo de sol maravilhoso no Rio, dia dos pais, mas tenho dois textos para ler para a aula de amanhã. Mas vamos ver, né? 

Lista aleatória de ações da semana:
Livros lidos: Raven Boys (70%)
Séries assistidas: True Detective, alguns episódios de Criminal Minds, Hora de Aventura
Filmes vistos: Star Trek (um lixo) e Agora e Sempre (maravilhoso)
Carbonara: 2
Dias que o cabelo ficou bonito: 0
Saídas: 2
Dias com cerveja: 2
Posts escritos: 9!!!!

>> Acompanhem a semana maravilhosa de posts das minhas amigas Rafinha, Irala, Passarinha, Analu, Anna Chicória e Sharon, que também continuam firmes e fortes nessa cilada
>>> Estamos planejando fazer um vídeo no qual respondemos perguntas. Então, se tiverem perguntar para fazer, tipo assim, qualquer coisa mesmo, façam! Por favor, hahah.


Essa tal de mudança de vida




Alguns momentos da nossa vida são reviravoltas tão rápidas que a gente chega perde o fôlego do giro, e fica desnorteado pra onde ir a seguir. Foi assim que eu me mudei pro Rio: de repente, saí do meu emprego, e deixei nele um peso enorme, e muito mais leve, trouxe em três malas toda a minha vida para cá. Passei dois meses, jamais sozinha, voltei para buscar o meu amor, e cá estamos. No Rio.

Quando a gente tinha pensado nisso, há vários meses, sentados no Arpoador e vendo o pôr-do-sol, tudo parecia lindo. Estávamos ganhando bem, a poupança estava gorda, a cama feita (e a rede!) me esperando em casa, enfim, toda essa certeza que só a rotina pode trazer. O casamento estava se encaminhando, mas para o quê? Viver o resto de nossos dias reféns dessa cidade que eu odeio (desculpa), nesse humor oscilante, e ter finalmente admitido que a vida é só isso mesmo? Sempre tive pavor de quem achava que a vida "era só isso mesmo", então como estava virando aquilo?

Fizemos nosso quarto, enchemos com nossas coisas, trouxemos lembranças, presentes de amigos. Compramos o que nunca tínhamos comprado, tipo colcha de cama. Elástico. Quantos elásticos são necessários? E esse climatizador é melhor que um ventilador comum, ou é roubada? E então, mesmo com a cabeça cheia de tarefas, preenchendo nossos dias que já parecem um sem fim, fica no fundo da garganta aquele medo.

Que medo.

E se nada der certo?

Bom, o certo deixamos pra trás, na terrinha, junto com o queijo coalho e o clima agradável. Aqui estamos no louco, no sem pé nem cabeça, completamente sem chão. E se nada der certo? Ele me olha preocupado com a grana, com o estilo de vida que a gente levava antes, e que queria muito continuar vivendo, mas a poupança infelizmente vai ter um fim. Tantos restaurantes que a gente quer conhecer, e temos que começar a nos preocupar com o preço dos tomates (eles tem gourmet na embalagem, devem ser mais caros, certo? Melhor nem levar, né? Nem queria tomate mesmo). E o medo de nada dar certo?

Será que não era melhor ter deixado para vir só em junho, depois do casamento, ter trabalhado mais esses seis meses + décimo terceiro, se organizado melhor? Será que teríamos nos organizado melhor? Ou será que continuaríamos a viver a nossa vidinha sem graça, até que num susto arrumaríamos nossas malas? A gente nunca foi muito bom de planejamento. 

Eu gosto de pensar que viemos na hora certa.
Que o aqui é agora, e se tá com medo, vamos com medo mesmo.
Viemos, chegamos, e estamos aqui. Aterrorizados, com dinheiro curto, procurando emprego, mas com um sorriso no rosto e um alívio no peito que não nega: aqui é o nosso lugar. Rio, estamos prontos para você.



Obs.: se você morar no Rio e por acaso souber de alguma coisa, quiser me indicar para algum trabalho, quiser pedir alguma ilustração, mandar um oi solidário, quiser ser amigos e vizinhos, tiver uma dica de prato feito barato, ou mandar um sinal de fumaça (gelada? que calor?), por favor - gabrielapinheiro @ gmail.com


25 anos. Mora no Rio de Janeiro, é carioca de alma, mas cearense de coração. É designer e está tentando se encontrar nesse mundo. Sou casada com meu melhor amigo, o Marcelo Bernardo, e mãe da Dindi the Boston.

Gosto de ler, de dormir de rede, de inspirações repentinas e de petit gateau. Mas o mundo seria muito melhor sem aliche gente que fura fila. Ah, e de vez em quando eu desenho.

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Esse blog está vestido com as roupas e as armas de Jorge, porque ninguém há de copiar esses textos e ilustrações sem dar o devido crédito.