Mania de Você
Alguns tópicos aleatórios:
2. A melhor parte de trabalhar é o dinheiro. Mas nem recebi meu primeiro salário ainda e já estou endividada com a minha mãe: comprei uma carteira, um livro e uma calça saruel. Aliás, nem comprei a calça ainda, mas já estou pensando no surto que ela vai ter quando ver o meu cartão de crédito.
3. Aqui em Fortaleza está tendo o Dragão Fashion! Estou indo diariamente, e sei que não é costume meu fazer isso, mas acho que vou postar sobre o assunto para as leitoras que gostam de moda ;)
4. Final de semana = maratona de Flapjack no Cartoon Network. ALGUÉM já assistiu esse desenho? É hilário. Rio só de pensar.
5. Falando em desenho... Alguém viu aquele desenho-seriado-reality-show-adolescente-na-selva, que também passa no Cartoon Network? Na hora que eu vi o apresentador eu soube imediatamente que já tinha visto ele em algum lugar. Ele é igual ao pai do Dan!
6. Hm? Acho que acabou o assunto.
the fashion way of life
- JÁ SEI! Sabia que eu já tinha visto o senhor em outro lugar antes, professor... O senhor é A CARA daquele jurado do ÍDOLOS! A-HA!
Ai, ai. Alunas de estilismo. E é porque o professor em questão é um jornalista conhecido do maior jornal daqui.
Sobre o Meu Vegetarianismo Alternativo
Por princípios, eu decidi ser vegetariana já faz quase um ano. Eu decidi, veja bem. Só que esta minha decisão é muito crucial, e certamente super complicada de ser executada. Primeiro: eu não como salada. Depois de uns dois meses me forçando a ficar na parte da salada nos self-services, comecei a aceitar algumas outras coisas além de brocolis (que, por sinal, eu sempre amei e acho a coisa mais deliciosa do mundo). Segundo: eu não moro sozinha e ninguém da minha casa acredita em vegetarianismo. Mas o detalhe é que sou uma verdadeira apreciadora da boa comida, e comigo não tem nada melhor que sair para jantar, cozinhar alguma coisa especial, etc. Então é claro que eu queria ser vegetariana e comer comida gostosa. Fui pesquisar algumas receitas, ligeiramente empolgada, e me deparo com isso. Bife de Glúten. Eca.
Eu comecei a cortar a carne vermelha, mas toda vida que eu ia almoçar na casa da minha tia por causa da minha faculdade em tempo integral, acabava comendo bife. Ok, eu não podia chegar lá e dizer "oi, não como bife, franguinho please". Também não podia chegar lá e comer arroz branco e macarrão. Enfim, minha vida de vegetariana desde o seu princípio foi alvo de muitas dificuldades. Não importa o que digam, ele não estará fadada ao fracasso! Nem que para isso eu tenha que almoçar macarrão com brócolis o resto da minha vida.
Tem alguém aí?
Como o primeiro post-retorno-de-2009, não sei exatamente o que dizer. 2008 passou voando, e eu viajei, escrevi bastante e namorei mais ainda. Meu livro, O Livro Secreto dos Descendentes, já foi enviado para umas 7 editoras, e agora eu e a co-autora (que não tem blog), srta. Monka, estamos esperando. E escrevendo o segundo, da forma mais desorganizada e patética de todas, e já estamos nos preparando psicologicamente para passar no mínimo uns 6 meses juntando todas essas cenas malucas e aleatórias em algo que faça sentido e se assemelhe com um capítulo. Bom, pelo menos eu estou.
2009 começou que nem aquela propaganda genial de algum banco... Cheio de inovações. Arrumei um estágio numa loja de roupa masculina aqui de Fortaleza, e passo as minhas manhãs desafiando a minha paciência num computador super lento, tentando criar algo interessante e inovador, como uma blusa polo com um 83 bordado. Estamos em março e agora que as minhas aulas na federal recomeçaram, e fazer estilismo e moda na UFC é uma atividade cheia de surpresas. Esse semestre, por exemplo, me matriculei e uma semana antes das aulas começarem, descobri que minha matricula tinha sido cancelada e que eu não estava fazendo nenhuma cadeira. Mas tudo bem, depois da costumeira viagem de uma hora de ônibus até o Campus, consegui ajeitar tudo, e ainda nem precisei trancar as cadeiras que eu não ia poder fazer esse semestre por causa do meu estágio (eu simplesmente não me matriculei nelas).
E pronto!
Bem vindos ao pudding de lait versão 93897595, uma compilação dos escritos da não-tão-engraçada-assim Pudding versão 1.9, postados diretamente de seu quarto bagunçado em Fortaleza (que teoricamente é a terra da luz/do sol, mas que há 2 semanas não para de chover).
Katherine vs. Julio
DIÁRIO.
Como eu gostaria de estar aqui, alegre, escrevendo em você, e contando com fervor a alegria dos meus primeiros dias de férias. Dias ensolarados, bonitos, daqueles que a gente se sente jovial, em comerciais de carefree. Dias em que você acorda mais magra, que você pode dormir até de tarde, que você pode sair com a sua melhor amiga, ou ficar em casa vendo filmes ruins. Mas não. Não, não. Não na vida cruel vida de Katherine.
Acontece que ontem, veja bem, diário, ONTEM. ONTEM. Ontem, o dia estava assim. Belo, puro, radiante. E, guiado pela energia cósmica das férias, Julio Cortez foi possuído e... Bom, e sorriu para mim. Eu naturalmente olhei em volta, pensei "isso é comigo?" e, para não pagar de gorda estúpida, olhei as horas no meu celular. Naturalmente. Mas algo me dizia: "Katherine, é com você. É com você. Hoje é quinta-feira, vocês se encontraram ocasionalmente na padaria. Vocês são da mesma sala. Para quem ele estaria sorrindo?"
Bom, se estivessemos falando, sei lá, do Pedro Câmara, por exemplo, ou do Raul Breves, ele certamente estaria cumprimentando a colega de sala, cordialmente, e conversariam sobre o terrível fim do semestre, das provas, daquele professor chato. Mas sendo o Julio Cortez, ele podia estar paquerando com a caixa para, sei lá, levar um chiclete fiado além do pão. ALIÁS, sendo o Julio Cortez numa padaria... (...) O que o Julio Cortez faria numa padaria? Por que não vi que isso não ia dar certo?
Olhei a hora, era dez e quarenta e oito. Então disfarcei e fiquei olhando revistas de fofoca. Manchetes inacreditáveis. Interessantíssimas. (não, eu não iria olhar na direção dele). Até que:
- E aí, gata? Tudo bom?
- (sem resposta)
- Fazeroque amanhã?
- Nada - respondi, comprovando quão desocupada e ridícula eu sou. Não consegui pensar em outra coisa para dizer.
- Vai todo mundo se encontrar no posto antes do show.
- Que show? - como é que pode? COMO É QUE PODE? Por que eu não podia fingir que era, sei lá, blasé? Tipo "Odeio axé, odeio gente que fica no posto de gasolina, odeio você".
Achando que eu estava com piadinhas, do gênero, o-mundo-todo-sabe-do-show-de-amanhã-então-você-só-pode-estar-brincando, ele riu. Sorriso lindo. Droga.
- Bom... Vê se aparece lá.
Aí hoje, pela bilhonésima vez, eu caminho direto para a minha humilhação. E, logo em seguida, depressão. E, consequentemente, obesidade. Claro que eu fui ao posto como uma tonta. Claro que ele já estava com outra menina (e depois com a prima dela). Claro que eu voltei para casa, chorei, e comi um pote todo de sorvete. Claro que eu jurei que essa é a última vez que Julio Cortez me engana. É claro. É claro.
Ah, como odeio esse menino idiota.
------------------------------------------------
Segue a observação que eu, quando tinha mais ou menos a idade da Katherine (que é de 15/16 anos) (e um dia ela foi mais velha que eu, como pode?), também adorava um Julio Cortez. Mas aí o tempo passa e a gente aprende que o negócio é ficar com os come-quietos, como dizem por aqui :D
