Katherine vs. Julio
27 de junho de 2008
Diário, diário. Diário.
DIÁRIO.
Como eu gostaria de estar aqui, alegre, escrevendo em você, e contando com fervor a alegria dos meus primeiros dias de férias. Dias ensolarados, bonitos, daqueles que a gente se sente jovial, em comerciais de carefree. Dias em que você acorda mais magra, que você pode dormir até de tarde, que você pode sair com a sua melhor amiga, ou ficar em casa vendo filmes ruins. Mas não. Não, não. Não na vida cruel vida de Katherine.
Acontece que ontem, veja bem, diário, ONTEM. ONTEM. Ontem, o dia estava assim. Belo, puro, radiante. E, guiado pela energia cósmica das férias, Julio Cortez foi possuído e... Bom, e sorriu para mim. Eu naturalmente olhei em volta, pensei "isso é comigo?" e, para não pagar de gorda estúpida, olhei as horas no meu celular. Naturalmente. Mas algo me dizia: "Katherine, é com você. É com você. Hoje é quinta-feira, vocês se encontraram ocasionalmente na padaria. Vocês são da mesma sala. Para quem ele estaria sorrindo?"
Bom, se estivessemos falando, sei lá, do Pedro Câmara, por exemplo, ou do Raul Breves, ele certamente estaria cumprimentando a colega de sala, cordialmente, e conversariam sobre o terrível fim do semestre, das provas, daquele professor chato. Mas sendo o Julio Cortez, ele podia estar paquerando com a caixa para, sei lá, levar um chiclete fiado além do pão. ALIÁS, sendo o Julio Cortez numa padaria... (...) O que o Julio Cortez faria numa padaria? Por que não vi que isso não ia dar certo?
Olhei a hora, era dez e quarenta e oito. Então disfarcei e fiquei olhando revistas de fofoca. Manchetes inacreditáveis. Interessantíssimas. (não, eu não iria olhar na direção dele). Até que:
- E aí, gata? Tudo bom?
- (sem resposta)
- Fazeroque amanhã?
- Nada - respondi, comprovando quão desocupada e ridícula eu sou. Não consegui pensar em outra coisa para dizer.
- Vai todo mundo se encontrar no posto antes do show.
- Que show? - como é que pode? COMO É QUE PODE? Por que eu não podia fingir que era, sei lá, blasé? Tipo "Odeio axé, odeio gente que fica no posto de gasolina, odeio você".
Achando que eu estava com piadinhas, do gênero, o-mundo-todo-sabe-do-show-de-amanhã-então-você-só-pode-estar-brincando, ele riu. Sorriso lindo. Droga.
- Bom... Vê se aparece lá.
Aí hoje, pela bilhonésima vez, eu caminho direto para a minha humilhação. E, logo em seguida, depressão. E, consequentemente, obesidade. Claro que eu fui ao posto como uma tonta. Claro que ele já estava com outra menina (e depois com a prima dela). Claro que eu voltei para casa, chorei, e comi um pote todo de sorvete. Claro que eu jurei que essa é a última vez que Julio Cortez me engana. É claro. É claro.
Ah, como odeio esse menino idiota.
------------------------------------------------
Segue a observação que eu, quando tinha mais ou menos a idade da Katherine (que é de 15/16 anos) (e um dia ela foi mais velha que eu, como pode?), também adorava um Julio Cortez. Mas aí o tempo passa e a gente aprende que o negócio é ficar com os come-quietos, como dizem por aqui :D
DIÁRIO.
Como eu gostaria de estar aqui, alegre, escrevendo em você, e contando com fervor a alegria dos meus primeiros dias de férias. Dias ensolarados, bonitos, daqueles que a gente se sente jovial, em comerciais de carefree. Dias em que você acorda mais magra, que você pode dormir até de tarde, que você pode sair com a sua melhor amiga, ou ficar em casa vendo filmes ruins. Mas não. Não, não. Não na vida cruel vida de Katherine.
Acontece que ontem, veja bem, diário, ONTEM. ONTEM. Ontem, o dia estava assim. Belo, puro, radiante. E, guiado pela energia cósmica das férias, Julio Cortez foi possuído e... Bom, e sorriu para mim. Eu naturalmente olhei em volta, pensei "isso é comigo?" e, para não pagar de gorda estúpida, olhei as horas no meu celular. Naturalmente. Mas algo me dizia: "Katherine, é com você. É com você. Hoje é quinta-feira, vocês se encontraram ocasionalmente na padaria. Vocês são da mesma sala. Para quem ele estaria sorrindo?"
Bom, se estivessemos falando, sei lá, do Pedro Câmara, por exemplo, ou do Raul Breves, ele certamente estaria cumprimentando a colega de sala, cordialmente, e conversariam sobre o terrível fim do semestre, das provas, daquele professor chato. Mas sendo o Julio Cortez, ele podia estar paquerando com a caixa para, sei lá, levar um chiclete fiado além do pão. ALIÁS, sendo o Julio Cortez numa padaria... (...) O que o Julio Cortez faria numa padaria? Por que não vi que isso não ia dar certo?
Olhei a hora, era dez e quarenta e oito. Então disfarcei e fiquei olhando revistas de fofoca. Manchetes inacreditáveis. Interessantíssimas. (não, eu não iria olhar na direção dele). Até que:
- E aí, gata? Tudo bom?
- (sem resposta)
- Fazeroque amanhã?
- Nada - respondi, comprovando quão desocupada e ridícula eu sou. Não consegui pensar em outra coisa para dizer.
- Vai todo mundo se encontrar no posto antes do show.
- Que show? - como é que pode? COMO É QUE PODE? Por que eu não podia fingir que era, sei lá, blasé? Tipo "Odeio axé, odeio gente que fica no posto de gasolina, odeio você".
Achando que eu estava com piadinhas, do gênero, o-mundo-todo-sabe-do-show-de-amanhã-então-você-só-pode-estar-brincando, ele riu. Sorriso lindo. Droga.
- Bom... Vê se aparece lá.
Aí hoje, pela bilhonésima vez, eu caminho direto para a minha humilhação. E, logo em seguida, depressão. E, consequentemente, obesidade. Claro que eu fui ao posto como uma tonta. Claro que ele já estava com outra menina (e depois com a prima dela). Claro que eu voltei para casa, chorei, e comi um pote todo de sorvete. Claro que eu jurei que essa é a última vez que Julio Cortez me engana. É claro. É claro.
Ah, como odeio esse menino idiota.
------------------------------------------------
Segue a observação que eu, quando tinha mais ou menos a idade da Katherine (que é de 15/16 anos) (e um dia ela foi mais velha que eu, como pode?), também adorava um Julio Cortez. Mas aí o tempo passa e a gente aprende que o negócio é ficar com os come-quietos, como dizem por aqui :D
O Meu Diário Mágico dos Jetsons
Eu lembro quando estava assistindo os Jetsons, um dia, e vi a Judy conversando com o diário dela. Pois é. Conversando com o diário dela, o Dee Dee, e o melhor é que ele, naturalmente, conversava de volta. Desde então, sonho com o dia do meu diário mágico dos Jetsons. Ele funcionaria mais ou menos assim: você chegava em casa, depois de um dia estressante ou depois de uma briga extensa com seu namorado, e depois de fornecer dados específicos e, de preferência, algum daqueles identificadores de retina, você se plugava ao diário e ele escreveria automaticamente todos os seus pensamentos. O trabalho seria ordenar as idéias, mas o que é isso quando você não precisa escrever? Moleza. Afinal, quantas páginas vazias os diários tem hoje, quando não tenho mais tempo de sobra para escrever? Dessa forma ficaria tudo registrado, tudo seu, e você poderia ler, e nenhum safadinho iria conseguir abri-lo ou lê-lo. Simples demais. E ele nem precisaria conversar comigo de volta.
Pudding of the Dead
9 de junho de 2008
Depois de incontáveis dias, surge a dúvida: a pudding está viva?
Siim, a pudding está viva! Pelos menos até agora. A viagem foi ótima, a volta foi completamente zen, as últimas semanas um horror. Quer dizer, quem é que tem tempo pra postar nos fins de semestre? Quando eu tinha doze anos e postava todo dia, sei bem o motivo: não tinha nada para fazer que não fosse conversar no telefone ou jogar the sims. Agora as coisas mudam. Drásticamente.
Comprei o the sims 2 e tal. E olha que já faz um tempo!
Mas, como todas as pessoas no fim do semestre de uma faculdade (ainda vem gente dizer que a minha faculdade não é puxada. Pff, para vocês, tolos), eu prometo que semestre que vem não vou deixar acumular, vou anotar tudo, vou saber os dias das provas, vou deixar o cabelo crescer, vou criar asas e voar, etc. E nessas férias eu prometo fazer um layout novo, postar com mais frequencia, ir malhar algumas vezes, assistir Cowboy Bebop, comprar uma revista manequim e também sair moleskineando por aí.
Mas é claro que pode acontecer de eu hibernar por um mês e não dar as caras aqui.
Mas é disso que o mundo é feito, não é? Mistérios...
(Falando em mistérios, apareceu uma coisa bizonha na bolsa da minha mãe. Um monte de pedrinhas. Ela, cega - é verdade mãe, desculpe - cega, achou que tivesse quebrado um colar dentro do bolso. Mas a verdade é que as bolinhas não são continhas! São... bolinhas! Têm formatos variados, mas todas aproximadamente meio centímetro de diâmetro. São amareladas, translúcidas e, bom, macabras. Ninguém sabe o que são e o que estão fazendo dentro do bolso interno da pacata bolsa de couro marrom. Mais bizarro que isso, só o dia que recebemos um peixe ENORME de um anônimo. Um dia, bum, tinha um peixe de uns 80 cm, congelado, com cabeça e aqueles olhos de vidro e tudo, na área. Mas isso é outro post)
Siim, a pudding está viva! Pelos menos até agora. A viagem foi ótima, a volta foi completamente zen, as últimas semanas um horror. Quer dizer, quem é que tem tempo pra postar nos fins de semestre? Quando eu tinha doze anos e postava todo dia, sei bem o motivo: não tinha nada para fazer que não fosse conversar no telefone ou jogar the sims. Agora as coisas mudam. Drásticamente.
Comprei o the sims 2 e tal. E olha que já faz um tempo!
Mas, como todas as pessoas no fim do semestre de uma faculdade (ainda vem gente dizer que a minha faculdade não é puxada. Pff, para vocês, tolos), eu prometo que semestre que vem não vou deixar acumular, vou anotar tudo, vou saber os dias das provas, vou deixar o cabelo crescer, vou criar asas e voar, etc. E nessas férias eu prometo fazer um layout novo, postar com mais frequencia, ir malhar algumas vezes, assistir Cowboy Bebop, comprar uma revista manequim e também sair moleskineando por aí.
Mas é claro que pode acontecer de eu hibernar por um mês e não dar as caras aqui.
Mas é disso que o mundo é feito, não é? Mistérios...
(Falando em mistérios, apareceu uma coisa bizonha na bolsa da minha mãe. Um monte de pedrinhas. Ela, cega - é verdade mãe, desculpe - cega, achou que tivesse quebrado um colar dentro do bolso. Mas a verdade é que as bolinhas não são continhas! São... bolinhas! Têm formatos variados, mas todas aproximadamente meio centímetro de diâmetro. São amareladas, translúcidas e, bom, macabras. Ninguém sabe o que são e o que estão fazendo dentro do bolso interno da pacata bolsa de couro marrom. Mais bizarro que isso, só o dia que recebemos um peixe ENORME de um anônimo. Um dia, bum, tinha um peixe de uns 80 cm, congelado, com cabeça e aqueles olhos de vidro e tudo, na área. Mas isso é outro post)
Cena Avulsa Perdida no Espaço e no Tempo do Livro II:
28 de abril de 2008
Índio ergueu os olhos, mantendo a feição inexpressiva como lhe era costume. Julio ainda não confiava no rapaz, no entanto, não tinha muita escolha a não ser aceita-lo naquele momento. O que Índio representava para eles era o mínimo de esperança que poderiam alcançar ali.
Mais dois dias se passaram sem que nada de extraordinário acontecesse, e o trio se mantinha concentrado na cabana a maior parte do tempo, saindo esporadicamente apenas pela necessidade de Índio fumar seu cachimbo em meio às árvores (como tinha que fazer, pelo menos, três vezes por dia) e Matt dar algumas voltas discretas ao redor do terreno. Mesmo com as pesadas asas da cor de gelo, que agora já não pareciam tão atípicas, o garoto era surpreendentemente bom na arte de disfarçar a si mesmo, tanto que naquela manhã, durante o desjejum, Julio quase sentara em seu colo, julgando que a cadeira que o corpo de Matt se encontrava estava vazia.
Cabia ao chileno o ato de resmungar, e constantes eram as vezes que Julio se ocupava em andar de um lado para o outro da pequena chácara. Quando Índio retornara, no fim da terceira tarde que Julio julgava desperdiçar, o chileno o abordou, com os olhos faiscando de excitamento como às vezes lhe ocorria.
– E então?! – perguntou, de forma quase acusadora – A gente vai morar para sempre aqui mesmo?!
– Ainda não é a hora – Índio respondeu, polindo o cabo de madeira do cachimbo antes de guarda-lo em um bolso.
– Porra, eu não agüento mais! Se fosse para ficar parado, não teria deixado o Castelo! Pelo menos lá era maior!
– Se você realmente se importa, sinta-se livre para voltar. Estou fazendo um favor. Se não está satisfeito...
–... Não, não estou satisfeito – interrompeu Julio, inflamado.
– O que foi, hein? – perguntou Matt, que talvez estivesse lá o tempo todo, mas aparentava ter acabado de chegar.
Índio lançou ao anjo um olhar pouco expressivo, mas que foi imediatamente compreendido.
– Temos que esperar mais um pouco – Matt tentou tranqüilizar o amigo.
– NÃO! – respondeu Julio, dando um chute na cadeira próxima, fazendo com que uma das pernas se soltasse e rolasse até o meio da minúscula sala.
– Pare de agir como uma criança mimada – repreendeu Matt – Se não é a hora, NÃO É A HORA. NÓS não temos escolha!
– E o que é que EU vou fazer então?!
Índio, que já havia se sentado num banco, distraindo-se mais uma vez com o seu cachimbo, disse, em tom conclusivo:
– Você vai jantar em pé.
~~~~~
A viagem ao Rio é daqui a uma semana! Me dêem diiiiicas!
Mais dois dias se passaram sem que nada de extraordinário acontecesse, e o trio se mantinha concentrado na cabana a maior parte do tempo, saindo esporadicamente apenas pela necessidade de Índio fumar seu cachimbo em meio às árvores (como tinha que fazer, pelo menos, três vezes por dia) e Matt dar algumas voltas discretas ao redor do terreno. Mesmo com as pesadas asas da cor de gelo, que agora já não pareciam tão atípicas, o garoto era surpreendentemente bom na arte de disfarçar a si mesmo, tanto que naquela manhã, durante o desjejum, Julio quase sentara em seu colo, julgando que a cadeira que o corpo de Matt se encontrava estava vazia.
Cabia ao chileno o ato de resmungar, e constantes eram as vezes que Julio se ocupava em andar de um lado para o outro da pequena chácara. Quando Índio retornara, no fim da terceira tarde que Julio julgava desperdiçar, o chileno o abordou, com os olhos faiscando de excitamento como às vezes lhe ocorria.
– E então?! – perguntou, de forma quase acusadora – A gente vai morar para sempre aqui mesmo?!
– Ainda não é a hora – Índio respondeu, polindo o cabo de madeira do cachimbo antes de guarda-lo em um bolso.
– Porra, eu não agüento mais! Se fosse para ficar parado, não teria deixado o Castelo! Pelo menos lá era maior!
– Se você realmente se importa, sinta-se livre para voltar. Estou fazendo um favor. Se não está satisfeito...
–... Não, não estou satisfeito – interrompeu Julio, inflamado.
– O que foi, hein? – perguntou Matt, que talvez estivesse lá o tempo todo, mas aparentava ter acabado de chegar.
Índio lançou ao anjo um olhar pouco expressivo, mas que foi imediatamente compreendido.
– Temos que esperar mais um pouco – Matt tentou tranqüilizar o amigo.
– NÃO! – respondeu Julio, dando um chute na cadeira próxima, fazendo com que uma das pernas se soltasse e rolasse até o meio da minúscula sala.
– Pare de agir como uma criança mimada – repreendeu Matt – Se não é a hora, NÃO É A HORA. NÓS não temos escolha!
– E o que é que EU vou fazer então?!
Índio, que já havia se sentado num banco, distraindo-se mais uma vez com o seu cachimbo, disse, em tom conclusivo:
– Você vai jantar em pé.
~~~~~
A viagem ao Rio é daqui a uma semana! Me dêem diiiiicas!
2005 ~ 2008
13 de abril de 2008
Quão dramatica se pode ser aos 15 anos?
Muito. Demais.
Estava olhando meu diário de 2005, ano em que tudo aconteceu em minha vida, e, sinceramente, adorei. Todas as músicas que tem escrito lá, todos os relatos, os paqueras que mudavam quase todo mês (?), as preocupações que é claro que hoje parecem ridículas. Festinhas, desenhos, cinemas, melhores amizades desfeitas e refeitas, o primeiro namorado... Então deixo aqui o pedido: leiam seus diários antigos. E continuem escrevendo.
Ok, aí vai uma música que certamente marcou meus 15 anos (é sério), e, em seguida, um trecho, que tem tudo a ver com a música também:
"(...) Eu já disse como amo Ginger, certo? Repito: eu amo Ginger. E cada segundo a mais que eu assisto eu tenho mais certeza. Nesse episódio, o Darren disse "eu sei que você não foi destinada a ficar nessa cidade, Ginger, você merece algo maior. Só espero que não esqueça de mim quando conseguir". Não é... lindo? Eu acho que gostaria de ser assim. Destinada a algo maior... Acho que isso é o que todos querem. Mas será que não é esse o me destino? Com o livro e tudo mais... Mil coisas aconteceram em 15 dias, não posso ter noção do que acontecerá daqui a uns anos. Enquanto isso, eu continuo aqui em Fortaleza, apaixonada (completamente, absolutamente) por um menino que não liga muito para isso, indo mal em matemática, monitora de inglês, aspirante a escritora, amante de Ginger, sonhadora e vivendo, apesar de tudo."
Ai ai ;~)
Ao contrário de antes, não acontece mais um milhão de coisas em 15 dias. E não era exagero meu, lendo as páginas passadas, realmente, minha vida pacata de estudante do segundo ano deu uma reviravolta digna de novelas em pouquíssimos dias, enquanto hoje o máximo de emoção que acontece é uma saída semanal para comer comida chinesa. É claro que nos 3 anos que me separam da Gabriela Debutante (hahaha), eu mudei um bocado, mas acho que no fundo, eu não mudei nada. Afinal, eu continuo aqui em Fortaleza (mas já conheci bem mais lugares), apaixonada (completamente, absolutamente) por um menino que, graças a deus, liga sim para isso (finalmente!), estaria indo muitíssimo mal em matemática se tivesse essa matéria, mas felizmente faço faculdade de moda e tal coisa como equações são banidas do meu bloco, nunca fui buscar meu diploma de monitora, continuo aspirante a escritora, amante de Ginger, sonhadora e vivendo, apesar de tudo.
E não é, que, no fim das contas, eu sou feliz? Como é bom crescer!
Muito. Demais.
Estava olhando meu diário de 2005, ano em que tudo aconteceu em minha vida, e, sinceramente, adorei. Todas as músicas que tem escrito lá, todos os relatos, os paqueras que mudavam quase todo mês (?), as preocupações que é claro que hoje parecem ridículas. Festinhas, desenhos, cinemas, melhores amizades desfeitas e refeitas, o primeiro namorado... Então deixo aqui o pedido: leiam seus diários antigos. E continuem escrevendo.
Ok, aí vai uma música que certamente marcou meus 15 anos (é sério), e, em seguida, um trecho, que tem tudo a ver com a música também:
"(...) Eu já disse como amo Ginger, certo? Repito: eu amo Ginger. E cada segundo a mais que eu assisto eu tenho mais certeza. Nesse episódio, o Darren disse "eu sei que você não foi destinada a ficar nessa cidade, Ginger, você merece algo maior. Só espero que não esqueça de mim quando conseguir". Não é... lindo? Eu acho que gostaria de ser assim. Destinada a algo maior... Acho que isso é o que todos querem. Mas será que não é esse o me destino? Com o livro e tudo mais... Mil coisas aconteceram em 15 dias, não posso ter noção do que acontecerá daqui a uns anos. Enquanto isso, eu continuo aqui em Fortaleza, apaixonada (completamente, absolutamente) por um menino que não liga muito para isso, indo mal em matemática, monitora de inglês, aspirante a escritora, amante de Ginger, sonhadora e vivendo, apesar de tudo."
Ai ai ;~)
Ao contrário de antes, não acontece mais um milhão de coisas em 15 dias. E não era exagero meu, lendo as páginas passadas, realmente, minha vida pacata de estudante do segundo ano deu uma reviravolta digna de novelas em pouquíssimos dias, enquanto hoje o máximo de emoção que acontece é uma saída semanal para comer comida chinesa. É claro que nos 3 anos que me separam da Gabriela Debutante (hahaha), eu mudei um bocado, mas acho que no fundo, eu não mudei nada. Afinal, eu continuo aqui em Fortaleza (mas já conheci bem mais lugares), apaixonada (completamente, absolutamente) por um menino que, graças a deus, liga sim para isso (finalmente!), estaria indo muitíssimo mal em matemática se tivesse essa matéria, mas felizmente faço faculdade de moda e tal coisa como equações são banidas do meu bloco, nunca fui buscar meu diploma de monitora, continuo aspirante a escritora, amante de Ginger, sonhadora e vivendo, apesar de tudo.
E não é, que, no fim das contas, eu sou feliz? Como é bom crescer!
Canis et Circencis
12 de abril de 2008
Se tem uma coisa que eu não suporto, e essa é uma das poucas vezes que falo sério neste blog, é a violência contra animais. Tudo bem, existe a violência contra mendigos, índios, negros, banhistas, mulheres, palhaços, crianças, estudantes, motoristas de ônibus, bailarinas, violinistas, e tudo mais. Tem gente morrendo queimada, tem ônibus sendo virado, tem assaltos que acabam em tiros. Mas nós, humanos, podemos revidar. Nós podemos prestar queixa, podemos chorar. Se a violência for com um bebê, pode ter certeza que a mãe irá criar um projeto chamado Projeto Joãozinho Contra o Abuso. Podemos ficar de luto, fazer protestos, dar chute nos ovos dos agressores.
Os animais... não. A irmã da cadela que foi arrastada no carro por playboys não foi na Delegacia dos Vira Latas, prestar queixa. O filhote que teve a mãe assassinada não pôde criar um projeto dos Filhotes Sozinhos. Eles não tem voz. Eles não podem revidar. Eles não tem culpa alguma de estarem neste mundo caótico.
Então, se for para ter violência, que matem uns aos outros. Mas deixem os cachorros de lado.
----------------------
PS1: VOTEM! VOTEM! VOTEM!
PS2: Olhem o post abaixo e comentem... Ainda preciso da ajuda de vocês, e estou adorando as dicas até agora! :D
Assinar:
Postagens (Atom)